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domingo, 1 de fevereiro de 2026

D. SANCHO I

 D. SANCHO I



Sabiam que o segundo rei de Portugal foi o maior "construtor" da nossa história? 🤔🏰


​D. Sancho I subiu ao trono em 1185, herdando o reino do seu pai, D. Afonso Henriques. Ele já ajudava o pai nas tarefas de governo desde 1169, quando o progenitor ficou incapacitado após ser ferido numa perna.


​Aqui estão algumas curiosidades sobre este rei visionário:

​O Povoador: Ele ganhou este apelido porque o seu grande foco foi encher as terras de gente e organizar a administração do país.


​Convites VIP (Forais): Para segurar as fronteiras e atrair novos moradores para zonas perigosas, como Almada, ele distribuía cartas de Foral, que davam privilégios a quem lá vivesse.  

​Conquista de Silves: Em 1189, com o apoio de cavaleiros Cruzados, ele conquistou a riquíssima cidade de Silves e também Alvor. Infelizmente, estas vilas foram perdidas pouco depois numa ofensiva muçulmana, pois estavam muito isoladas em território inimigo.


​Fim das Correrias: D. Sancho abandonou o sistema de "ataque e fuga" (algaras) por uma estratégia militar mais regular, construindo fortalezas e vigiando as fronteiras.  

​Lado Pessoal: Ele era um homem de paixões e teve uma relação muito conhecida com D. Maria Pais, apelidada de "A Ribeirinha".


​D. Sancho I faleceu em Coimbra no ano de 1211, deixando um Portugal muito mais povoado, organizado e forte para o seu sucessor. 🇵🇹💪

sábado, 31 de janeiro de 2026

Quando as máquinas “alucinam”:

 Quando as máquinas “alucinam”:



O que a Inteligência Artificial pode — e não pode — fazer por nós!

Vivemos uma época paradoxal. Nunca tivemos tanto acesso à informação e, ao mesmo tempo, nunca foi tão fácil sermos enganados por respostas que parecem certas, mas não o são!


A chamada “alucinação” da Inteligência Artificial (IA) é um dos fenómenos mais relevantes — e menos compreendidos — do nosso tempo. Importa explicá-lo com clareza, porque dele dependem decisões no ensino, na justiça, na saúde, na comunicação social e na vida quotidiana.


O que significa uma IA “alucinar”?

Quando se diz que uma IA alucina, não se está a falar de delírio, imaginação ou consciência — como acontece nos seres humanos. Trata-se de algo muito mais simples e, por isso mesmo, mais perigoso.

Uma IA alucina quando:

• fornece informação falsa ou inventada,

• com linguagem fluente e segura,

• sem indicar que não tem certeza do que afirma.

O problema não está na forma da resposta, mas no seu conteúdo. A resposta soa correta, mas não corresponde à realidade.


Porque acontece isto?

As IAs atuais não sabem factos nem verificam a realidade. Funcionam por cálculo estatístico: analisam grandes quantidades de texto e aprendem quais as palavras que costumam surgir juntas.

Em termos simples, a IA não pergunta:

“Isto é verdade?”

Ela pergunta:

“O que costuma vir a seguir numa frase como esta?”

Quando falta informação clara, quando a pergunta é ambígua ou quando o contexto é demasiado amplo, a IA tende a preencher lacunas com algo plausível. É aqui que nasce a alucinação.

Não há intenção de enganar. Há apenas ausência de ancoragem no real.


O erro está só na tecnologia?

Não. Uma parte significativa do problema está na forma como nós, humanos, usamos a tecnologia.

Projetamos na IA capacidades que ela não tem:

• compreensão,

• juízo,

• consciência,

• responsabilidade.

Falamos com a máquina como se fosse um especialista ou uma autoridade. Mas a IA simula linguagem, não conhecimento. Ela não tem experiência do mundo, não sofre consequências e não distingue verdade de plausibilidade.


Inteligência não é consciência!

Aqui reside a distinção fundamental que o debate público raramente faz.

• A IA calcula

• O ser humano compreende

A consciência humana inclui dúvida, hesitação, sentido ético e responsabilidade. A IA, pelo contrário, tende a avançar sempre com uma resposta, mesmo quando não sabe.

Paradoxalmente, a IA alucina porque é demasiado coerente. Onde o humano diria “não sei”, a máquina continua.


Um novo risco: confiar sem questionar

O verdadeiro perigo não é a existência de erros — errar é humano e técnico.

O perigo é a confiança acrítica.

Quando respostas geradas por IA são usadas:

• em trabalhos escolares,

• em decisões administrativas,

• em textos jornalísticos,

• em pareceres técnicos,

sem validação humana, o erro deixa de ser individual e passa a ser sistémico.


Tecnologia ao serviço da consciência, não no seu lugar

A Inteligência Artificial pode ser uma ferramenta extraordinária:

• para organizar informação,

• para apoiar análises,

• para acelerar processos.

Mas não pode substituir a consciência humana, nem deve ser tratada como fonte última de verdade.

Quanto mais avançada é a tecnologia, maior deve ser a responsabilidade humana — não menor.


Uma questão de cidadania:

Saber que a IA pode alucinar não é um detalhe técnico. É uma questão de literacia cívica.

Usar bem estas ferramentas exige:

• espírito crítico,

• verificação,

• humildade intelectual,

• e consciência dos limites da máquina.

O futuro não pertence às máquinas que calculam melhor, mas às sociedades que sabem decidir melhor.


 Jacinto Alves, escritor e investigador em Ciência Informacional.


ECLETA - ACADEMIA DE ESTUDOS ECLÉTICOS DE PORTUGAL.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

🚨 DESMASCARANDO OS FALSOS PROFETAS DO CRISTIANISMO FALSO

 🚨 DESMASCARANDO OS FALSOS PROFETAS DO CRISTIANISMO FALSO: AGENTES DO DEMIURGO! 🚨Irmãos e irmãs despertos, chega de ilusão! Esses "profetas" do falso cristianismo, servos do Demiurgo – o falso deus criador das religiões organizadas –, exploram o povo com o DÍZIMO, enchendo os bolsos como parasitas espirituais. Eles não pregam o Cristo verdadeiro, mas o controle do Arconte tirano!No Antigo Testamento manipulado: O dízimo era só para a tribo de Levi, sem terra (Números 18:21) – 10% de COLHEITAS ou REBANHOS, uma vez por ano, não dinheiro semanal para palácios de luxo! Parte ia para pobres e viúvas (Deuteronômio 14:28-29).Jesus, o Logos gnóstico, elogiou a viúva que deu livremente (Marcos 12:41-44), mas denunciou os hipócritas que "devoram as CASAS de viúvas com preceitos longos" (Marcos 12:40).No Novo Testamento autêntico? NADA de dízimo obrigatório! Paulo revela: "Cada um dê como propôs no coração, não por constrangimento" (2 Coríntios 9:7). Esses profetas do Demiurgo torcem Malaquias 3:10 para aterrorizar com maldições falsas, ignorando o contexto levítico!Hoje, com impostos devorando 50%+ da renda, eles ainda sugam 10% dos bens das viúvas, vivendo em luxo enquanto o povo sofre. São LOBOS do Demiurgo (Mateus 7:15), vendendo salvação por dinheiro, escravos do Arquiteto do mundo material!Desperte para a gnose verdadeira: Doe por amor livre, sem senhores falsos. O verdadeiro Deus é o Pleroma, não esse demiurgo explorador!Texto criado por Manoel O Pelegrino  Compartilhe para libertar mentes! 👊#FalsosProfetas #DemiurgoExposto #GnoseDesperta #DizimoFarsa #CristianismoAutentico



segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

RELIGIÃO X ESPIRITUALIDADE

 RELIGIÃO  X ESPIRITUALIDADE


Religiosidade é a prática religiosa baseada em rituais, tradições e dogmas e na existência de uma autoridade externa, com poder para indicar o que fazer. Pode ser um padre, um pastor, um rabino, o Papa, um reverendo, uma madre, um mestre e com base em uma escritura sagrada na qual a religião se baseia, que propõem levar os seguidores a um relacionamento adequado com um Ser Superior ou com divindades.


Todas as religiões possuem um conjunto de símbolos que remetem ou são alvos de reverência e respeito. Esses símbolos estão ligados a rituais ou cerimônias, dos quais a comunidade de fiéis participa ativamente. Isso quer dizer que, em toda religião, existem objetos ou ideias simbólicas que representam algo a ser reverenciado e admirado.


Quanto aos rituais, eles podem ser diversos, cada um com um significado específico. As rezas, as canções, a abstinência de algum tipo de comida ou o jejum, por exemplo, são rituais que carregam significado atrelado à crença religiosa do grupo. Esses rituais fazem parte da identidade religiosa e da construção da religiosidade dos fiéis.


Espiritualidade é pluralidade, abre o foco

Já a espiritualidade consiste na busca pela essência ou pelo propósito nela existente, e tem o foco no mundo espiritual e não nas coisas terrenas, materiais ou físicas. 


A espiritualidade é entendida como algo inato ao ser humano. Mesmo quem não acredita na Criação e acredita em energias vibracionais, identifica essa espiritualidade intrínseca, essa conexão a algo maior.


O acesso à espiritualidade interior só é conseguido por meio do autoconhecimento, com o olhar para dentro, com o confrontar-se e silenciar-se para obter essa ligação. Há várias técnicas para essa finalidade, como a meditação e as terapias alternativas. O que se pretende é expandir a consciência para se conectar ao sagrado que há em nós a fim de receber as mensagens que ele nos envia pela intuição, por meio de insights e pela imaginação, acessando a centelha divina.


A espiritualidade é algo diferente, que realmente produz transformações na vida de quem busca, tornando-o um ser humano melhor. Ela vem de dentro de nós. É algo que flui do nosso ser e nos traz paz, harmonia e equilíbrio. Nos traz serenidade, nos ensina a respeitar aos outros e a tolerar as diferenças. Quanto mais espiritualizados estivermos, mais tolerantes, compassivos, menos julgadores e disputadores uns com os outros seremos. 


As diferenças na prática

O espiritualista tende a ser mais pessoal e privado; o religioso tende a incorporar os ritos e a oração públicos, assim como corresponder publicamente a uma verdade dogmática ou teológica.


A religião diz que se deve seguir uma ideologia e obedecer a certas regras. A espiritualidade permite que você siga o seu coração. O que você sente está certo. 


A religião lhe diz no que se deve acreditar. O que é certo e o que é errado.  A espiritualidade permite que você descubra isso por si mesmo e compreenda a suas próprias verdades de modo criativo e original.


A espiritualidade mostra que você não precisa ou não depende de nada para ser feliz. A felicidade existe no íntimo de cada um e nós.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A GRONELÂNDIA NÃO É UM TERRITÓRIO: É UM LIMIAR!

 A GRONELÂNDIA NÃO É UM TERRITÓRIO: É UM LIMIAR!



A Gronelândia reaparece ciclicamente no discurso geopolítico como “objeto estratégico”, “ativo mineral”, “fronteira militar” ou “posição avançada”. Essa leitura é curta, perigosa e arcaica!


À luz da CIC – Consciência Informacional do Cosmos, a questão da Gronelândia não é política, não é militar, não é económica!

É científica, civilizacional e planetária.

A política tenta apropriar-se da Gronelândia.

A ciência começa a compreendê-la.

A civilização ainda não a honrou!


I. A GRONELÂNDIA COMO ARQUIVO VIVO DO PLANETA

A Gronelândia não é apenas gelo.

É:

• Arquivo climático da Terra

• Sensor avançado do sistema planetário

• Memória congelada de ciclos civilizacionais

• Interface entre atmosfera, oceanos e campo magnético

• Laboratório natural da evolução futura do planeta!


Quem disputa a Gronelândia como território não compreende o que ela é!

Quem a vê como base militar antecipa conflitos, não soluções.

Quem a explora como reserva económica acelera a própria extinção!


II. A LEITURA À LUZ DA CIC: (Ciência Informacional do Cosmos)


Segundo a CIC, a Terra não é apenas um corpo físico, mas um sistema informacional consciente, onde certos territórios funcionam como nódulos sensíveis do Campo Informacional Planetário!


A Gronelândia é um desses nódulos!

Alterar violentamente esse território é o equivalente a intervir num órgão vital do planeta, sem compreender a sua função sistémica.

Por isso, nenhuma solução política é suficiente, porque:

• A política é reativa

• A ciência é preditiva

• A civilização deve ser protetora


III. O ERRO DAS GRANDES POTÊNCIAS!

Os EUA — e qualquer outra potência — ao projetarem sobre a Gronelândia uma lógica de domínio:

• Repetem o erro colonial do século XIX

• Ignoram a ciência do século XXI

• Sabotam a civilização do século XXII

A Gronelândia não deve ser “defendida” por armas,

mas guardada por conhecimento!


IV. O PRECEDENTE HISTÓRICO: O TRATADO DE TORDESILHAS

Aqui emerge um ponto deliberadamente provocador e civilizacional.

O Tratado de Tordesilhas (1494) não foi apenas um acordo político entre Portugal e Espanha.

Foi — ainda que de forma rudimentar — uma tentativa de ordenação global, num mundo que começava a tornar-se planetário! Hoje, o mundo voltou a esse ponto crítico.

Mas agora:

• O planeta é conhecido

• O clima é frágil

• A tecnologia é perigosa

• A consciência ainda é insuficiente!

Portugal e Espanha, enquanto nações fundadoras da primeira globalização, têm legitimidade histórica, ética e simbólica para:

• Defender a despolitização da Gronelândia

• Propor um Estatuto Científico-Civilizacional Internacional

• Relembrar ao mundo que o planeta não é propriedade, é responsabilidade!

Não como império.

Mas como consciência histórica!


V. PROPOSTA CIVILIZACIONAL

Este manifesto propõe:

1. Retirada da Gronelândia da lógica de disputa geopolítica

2. Reconhecimento da Gronelândia como Património Científico Planetário

3. Gestão internacional científica, não militar

4. Moratória absoluta de exploração predatória

5. Criação de um Conselho Civilizacional do Ártico, composto por cientistas, climatólogos, filósofos da ciência e representantes dos povos originários

6. Portugal e Espanha como proponentes simbólicos, não dominadores, retomando o espírito — corrigido e amadurecido — de Tordesilhas!


VI. DECLARAÇÃO FINAL.


A Gronelândia não pertence aos EUA.

Não pertence à Europa.

Não pertence ao mercado.

Não pertence às armas.

Pertence ao futuro da Humanidade.

Se falharmos aqui, falharemos em Marte, na Lua e em nós próprios!

A civilização que transformar a Gronelândia num campo de disputa

não merece sobreviver ao século!


A civilização que a reconhecer como órgão vivo do planeta

dará o primeiro passo para se tornar uma civilização adulta.


Jacinto Alves, escritor e investigador em CI – Ciência Informacional)


ECLETA - ACADEMIA DE ESTUDOS ECLÉTICOS DE PORTUGAL.

Imagem gerada pela INI - Inteligência Natural Informacional.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

"A Revelação, tal como encontrada em sua Bíblia, inclui muitos desenvolvimentos progressivos do conhecimento de Deus que são, em si mesmos, irreconciliáveis até nos seus mínimos detalhes.

 "A Revelação, tal como encontrada em sua Bíblia, inclui muitos desenvolvimentos progressivos do conhecimento de Deus que são, em si mesmos, irreconciliáveis até nos seus mínimos detalhes. Além disso, contém uma grande quantidade de erro humano que foi filtrado através do meio. Só se pode chegar à verdade julgando a tendência geral. As opiniões privadas, selecionadas sem referência ao corpo de ensino, nada mais são do que os sentimentos do indivíduo, valiosos como expressão de sua mente, mas de forma alguma vinculativa como a fé. Imaginar que uma opinião expressa há muitos séculos tem força vinculativa eterna é uma mera loucura. De facto, todas essas opiniões são contraditórias em si mesmas e contradizem-se com outras opiniões opostas contidas no mesmo volume.


Sem dúvida, era uma crença comum, na época em que muitos dos escritores de livros da Bíblia compuseram os tratados que vocês chamam inspirados, que Jesus era Deus, e se lançam duras denúncias contra quem nega este dogma. Sem dúvida, eles também acreditavam que Ele, de forma misteriosa, voltaria nas nuvens para julgar o mundo. Eles erraram em ambas as crenças – passaram pelo menos mais de 1800 anos desde a primeira, e o retorno ainda não aconteceu. Então, poderíamos insistir no argumento se necessário.


O que queremos incutir-lhes é isto: devem julgar as Revelações de Deus pela luz que lhes é dada: em conjunto, não pelos ditados dos seus pregadores; pelo espírito e pela tendência geral, não pela fraseologia estrita. Devem julgar-nos a nós e ao nosso ensino, não pela sua conformidade com nenhuma declaração feita por nenhum homem em nenhum momento específico, mas pela adequação e adaptabilidade geral do nosso credo às suas necessidades, à sua relação com Deus e ao progresso do seu espírito. "


William Stainton Moses, Ensinamentos Espíritas



sábado, 17 de janeiro de 2026

Segundo os Psicólogos, existem quatro tipos de Inteligência:

 "Segundo os Psicólogos, existem quatro tipos de Inteligência:



1) Quociente de Inteligência (QI)

2) Quociente Emocional (QE)

3) Quociente Social (QS)

4) Quociente de Adversidade (QA)


1. Quociente de Inteligência (QI): é a medida do seu nível de compreensão. Você precisa de QI para resolver matemática, memorizar coisas e relembrar lições.


2. Quociente Emocional (QE): esta é a medida da sua capacidade de manter a paz com os outros, respeitar o tempo, ser responsável, ser honesto, respeitar limites, ser humilde, genuíno e atencioso.


3. Quociente Social (QS): é a medida da sua capacidade de construir uma rede de amigos e mantê-la por um longo período de tempo.


As pessoas que têm QE e QS mais altos tendem a ir mais longe na vida do que aquelas com QI alto. A maioria das escolas capitaliza na melhoria dos níveis de QI, enquanto QE e QS são minimizados.


Um homem de alto QI pode acabar sendo empregado por um homem de alto QE e QS, mesmo que tenha um QI médio.


Seu QE representa seu personagem, enquanto seu QS representa seu carisma. Ceda a hábitos que irão melhorar esses três Qs, especialmente seu QE e QS.


Agora há um 4º, um novo paradigma:


4. O Quociente de Adversidade (QA): A medida de sua capacidade de passar por uma fase difícil da vida e sair dela sem perder a cabeça.


Diante de problemas, QA determina quem desistirá, quem abandonará a família e quem considerará o suicídio.


Senhores pais, por favor, exponham seus filhos a outras áreas da vida além da acadêmica. Façam-no gostar do Trabalho (nunca use o trabalho como forma de punição), Esportes e Artes.


Desenvolva seu QI, bem como seu QE, QS e QA. Eles devem se tornar seres humanos multifacetados, capazes de fazer as coisas independentemente de seus pais.


Finalmente, não prepare o caminho para seus filhos. Prepare seus filhos para a estrada."

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Porque gosto de canivetes

 


Porque gosto de canivetes..


Porque gosto de Canivetes.

Nunca fui um homem violento, nunca participei em grandes altercações e em todas as situações em que estive envolvido sempre privilegiei o diálogo.
Mesmo nas poucas situações em que foram necessárias posições de força fi-lo sobretudo para apaziguar os ânimos, em função do meu sentido de justiça, muito mais na defesa do outrem do que por causa própria.
Em nenhuma dessas ocasiões saquei de uma lâmina, mesmo em alturas em que tinha duas ou três no bolso, mesmo em ocasiões em que tive lâminas apontadas a mim.
Faço questão de precisar isto antes de qualquer coisa, acima de tudo porque não sou nem nunca fui um “Rambo”, acima de tudo porque de todo não sou nem nunca serei violento.
Precisava de frisar isto para não enganar aqueles que esperavam encontrar neste texto fundamentos para fazer a apologia do uso dos canivetes como arma de ataque, quem estivesse à espera que o fizesse pode parar aqui a sua leitura, não é com certeza a eles que este texto se dirige.
Quem continuar a ler-me, perceberá aqui a necessidade desta precisão, perceberá que é sobretudo o imperativo categórico da não utilização de canivetes como arma de ataque que distingue os homens e mulheres de canivete dos outros, sejam eles belicistas (os que não resistem a dar uma naifada e que só conseguem ver os canivetes como instrumentos para tal) ou pânico/pacifistas (aqueles que assim que vêem uma navalha em cima de uma mesa se alarmam logo e que se põem com conjecturas sobre o que somos, só porque temos uma navalha).
É verdade que cada vez mais os canivetes tem sido associados ao crime, mas se isso acontece é tanto pelos belicistas que o usam, como pelos pânico/pacifistas que com ideias de protecção das crianças, nos canivetes como em tantas outras coisas, os privaram de aprender a usa-los e a viver a vida de uma forma natural, conscientes dos riscos e dos limites.
Quem for realmente um homem ou mulher de canivete, partilhara comigo a minha oposição aos belicistas, pela sua natureza violenta e a minha recusa em ver as peças de cutelaria sobretudo como armas de ataque, partilhara também a minha dificuldade em entender aqueles que são pânico/pacifistas sobretudo porque ainda não consigo perceber a razão das criticas que fazem, e já tenho ouvido tantas, pois quando confrontados com situações em que precisam de uma lamina não tem o mínimo pudor em engolir o que nos disseram e não resistem a pedir-nos a nossa.
Ser homem/mulher de canivete é saber respeitar a lamina, mas acima de tudo o outrem, é sobretudo encarar o canivete como um instrumento utilitário e versátil, nas várias actividades do dia a dia, sendo bastante útil para realizar tarefas mais simples como o descascar de uma maça, ou mais complexas, como soltar-nos de um cinto de segurança bloqueado depois de um acidente ou defender-nos de uma ataque de um animal feroz.
Ser homem/mulher de canivete é partilhar de um legado quase intemporal, beber a essência dos nossos antepassados desde as origens mais remotas, dar valor a toda essa ancestralidade e tradição que marcou a evolução dos instrumentos de cutelaria desde a pré-história das pedras de sílex até aos multi-ferramentas e à graciosidade das falkniven.
Ser mulher e homem de canivete é ter sido criança de canivete, é ter recebido um canivete dos nossos pais ou avós e ter com eles, com a experiencia deles aprendido a brincar com as laminas, ter aprendido a fazer papagaios de papel com elas, ter andado pelos campos e matos com canivetes no bolso a desbravar novos mundos na nossa meninice.
Todos os verdadeiros homens e mulheres de canivete, tenham eles um canivete ou mil começaram assim, com uma prenda dos pais ou avós, um primeiro canivete dado como se de um legado precioso se tratasse, como se mais do que uma dadiva simples fosse um rito de passagem, e em algumas culturas, como em algumas aldeias de Portugal era-o assim de facto.
Foi assim comigo, será assim com os meus filhos, farei assim com os meus netos.
Se bem que no meu caso a dádiva nunca foi bem assumida, pois para não criar grandes confusões, com algumas pessoas que não nos entendiam, o meu avô materno mantinha os canivetes sob alçada dele, mas cada um dos netos tinha o seu preferido e usava-o sempre.
Nunca esquecerei a primeira vez que usei o canivete de que mais gosto, o velhinho OKAPI do meu avô, foi numa vindima quando tinha seis anos, e hoje, quase trinta anos depois ainda o tenho comigo e continua com uma esplêndida capacidade de corte.
Nunca esquecerei também umas férias aos 18 anos num campo de trabalho na serra da Arrábida, a fazer vigilância florestal, em que um velhinho Palaçoulo garfo e faca, adquirido uns anos antes em Guimarães foi fiel companheiro de trabalho até à exaustão, sempre que era preciso, tendo-se superiorizado em algumas tarefas como o corte de galhos e silvas às facas de mato e ao canivete suíço de um amigo meu, tão em voga na altura devido ao MacGyver.
Com a morte do meu avô materno fiquei a pedido da minha avó com os seis canivetes dele, três icel, um Ivo, o okapi e curiosidade das curiosidades um canivetezinho de duas láminas prateado, com uma corrente para prender ao cinto que tinha sido a primeira prenda de natal que eu lhe tinha dado na vida e que comprei numa feira da minha aldeia.
A esses canivetes juntei o palaçoulo de que falei acima e um canivete estilo suíço que aos 19 anos me foi oferecido pelo meu irmão Raul e dei assim inicio àquela que é de todas as colecções que tenho a que mais estimo e que vai já em mais de 200 peças, tendo ao longo destes anos comprado muitos, recebido muitos, graças ao meu irmão Raul, à minha irmã Rita, à minha adorada pequena Ana e à minha madrinha adoptiva Júlia, mas também tido o cuidado de pedir aos familiares mais próximos que me dessem um dos seus canivetes ou facas como recordação deles, para que mais tarde possam vir a ser dados aos meus filhos e netos,
Foi assim com a minha mãe que me deu o canivete que ela usava na bolsa dos lápis, com o meu pai que me deu a faca de mato que ele tinha e que eu cobiçava desde criança.
Foi assim com o meu avó paterno que me deu dois ou três canivetes, entre os quais o primeiro canivete estilo suíço Português que vi e trocou comigo o velhinho palaçoulo que a minha avô ainda usava, e com um tio avó paterno, pessoa a quem muito estimo e que é senhor de vários canivetes que ainda não me atrevi a ver, mas que quando lhe pedi uma recordação dele me deu, sem reticencias e sem que lho tenha pedido especificamente um canivete gravado à época comemorativo das Vitorias do Benfica em 1966.
Foi assim com o meu grande amigo Vitorino, que me deu entre outras magnificas peças uma maravilhosa adaga da primeira guerra e uma velhinha e bela faca ponta e mola.
Posso considerar-me um privilegiado pois ao longo destes anos tenho conseguido algumas relíquias, porque tenho aprendido a ser homem de canivetes com pessoas como o com o Sr. Paixão, que entretanto já faleceu e que tinha uma colecção magnifica, ou com o Carlos Norte, verdadeiro timoneiro destas lides, não só pela maravilha das peças que vende mas pelo amor que tem à cutelaria e pela paciência que tem comigo, mas acima de tudo porque tenho pessoas de quem gosto, pais, avós, tios-avós, irmãos e amigos, que aceitam este viciozinho, alguns a custo e que mo ajudam a alimentar, sendo que alguns deles, com umas ofertazinhas minhas (não há nada que a beleza das peças do Carlos não faça) se vão aos poucos convertendo em homens e mulheres de canivete.
Acima de tudo porque um dia poderei dar aos meus filhos, netos ou sobrinhos, a minha colecção e assim parte de mim, gesto sem o qual continuar a faze-la não teria sentido, não escondendo no entanto que adoro esta sina constante de procurar o canivete ideal que me faz ir trocando de peça de vez em quando, mas isso dava outra história.

Pedro Antunes..

sábado, 3 de janeiro de 2026

O SAL QUE ESCUTA O CÉU :

 O SAL QUE ESCUTA O CÉU :

Magia Folclórica e a Leitura do Tempo


Na magia folclórica, o sal nunca foi apenas tempero: é guardião, oráculo silencioso e espelho da natureza. Em muitas tradições populares, especialmente nas zonas rurais, pedras ou punhados de sal grosso eram colocados ao sereno como forma de ler os sinais do tempo que viria. Não se tratava de superstição vazia, mas de uma observação mágica do diálogo entre a terra e o céu.


Ao cair da noite, o sal era disposto sobre um pires, telha ou pedra, sempre em local aberto, onde pudesse receber o sopro da lua, o frio da madrugada e o toque invisível da umidade do ar. Cada pedra representava um dia, uma semana ou um momento específico a ser observado. O silêncio era parte do ritual: acreditava-se que o sal “escuta” melhor quando não é perturbado.


Ao amanhecer, vinha a leitura. Se o sal permanecesse seco e íntegro, era sinal de tempo firme, céu aberto e estabilidade. Se começasse a suar, amolecer ou formar pequenas poças de água, anunciava chuvas, neblina ou mudanças repentinas. Quando o sal se dissolvia rapidamente, os antigos diziam que o tempo viria carregado, com temporais ou dias pesados de umidade. Assim, o sal traduzia em forma visível aquilo que o ar já sussurrava.


Essa prática unia magia e sabedoria natural. O sal, por sua natureza higroscópica, reage à umidade, mas no imaginário folclórico ele fazia mais do que reagir: ele revelava. Era um pacto simples entre o humano e os ciclos do mundo, onde prever o tempo significava também respeitar seus ritmos.


Até hoje, esse costume sobrevive como memória ancestral e gesto simbólico. Colocar o sal no sereno é lembrar que a magia folclórica nasce da atenção, da escuta e da convivência íntima com a natureza. É reconhecer que, antes dos instrumentos modernos, o povo lia o futuro nas pequenas coisas  e o céu falava através de um grão branco deixado em silêncio sob as estrelas.


Escrito por Sacerdotisa  Negah San




sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

"A Luz de Hanukkah”

 "A Luz de Hanukkah”



“A LUZ TRANSCENDENTE DE CHANUCÁ: UM PORTAL PARA A ELEVAÇÃO ESPIRITUAL”


Baruch Hashem, bendito seja o Nome do Eterno, que nos concede a oportunidade de elevar nossas almas através do estudo sagrado.


“O Chamado das Chamas”


Na noite sagrada do oitavo dia de Chanucá, quando a plenitude da luz se manifesta em nosso mundo físico, somos convidados a contemplar os mistérios profundos ocultos nas chamas dançantes das velas. 


Como ensina o Zohar Hakadosh, "A luz superior desce e se une com a luz inferior, criando uma harmonia perfeita nos mundos." - Zohar, Parashat Miketz.


Neste momento de união cósmica, exploremos as camadas ocultas de significado que Chanucá nos revela, guiados pela sabedoria dos nossos santos Mestres e iluminados pela Luz Infinita do Ein Sof.


A DUALIDADE DA EXISTÊNCIA -  YETZER HARA E YETZER HATOV


O Baal Shem Tov, luz sagrada do Chassidismo, nos ensina que em cada alma judaica residem duas vozes, dois impulsos que refletem a dualidade fundamental da Criação:


- Yetzer HaRa (יצר הרע): A inclinação para o egoísmo e materialismo


- Yetzer HaTov (יצר הטוב): O impulso Divino para a transcendência e altruísmo


Estas duas forças, aparentemente antagônicas, são na verdade complementares no grande plano Divino. 


Como está escrito: 


"E viu Deus que tudo o que havia feito era muito bom (טוב מאוד)" (Bereshit 1:31). 


Os sábios interpretam "טוב מאוד" (muito bom) como uma alusão ao Yetzer HaRa, ensinando-nos que até mesmo nossa inclinação para o ego tem um propósito sagrado quando canalizada corretamente.


A METÁFORA DA LUZ - REVELANDO O DIVINO NO FÍSICO


O Maharal de Praga, em sua profunda sabedoria, revela que a luz física é a manifestação mais próxima da essência Divina em nosso mundo material. Contemplemos as qualidades da luz:


- Infinitude (אין סוף): Expande-se sem limites, refletindo a natureza infinita do Criador


- Generosidade (חסד): Dá sem perder, manifestando a bondade Divina


- Elevação (עלייה): Sempre se move para cima, transcendendo as limitações da gravidade física


“Estas qualidades da luz nos ensinam o caminho da elevação espiritual”. 


Como está escrito: 


"A alma do homem é a vela de Deus" - Provérbios 20:27. 


Assim como a chama sempre se eleva, nossa alma anseia constantemente por retornar à sua fonte Divina.


O PARADOXO ESPIRITUAL - A LEI DA LUZ


O Alter Rebbe, no Tanya, nos revela um princípio fundamental da realidade espiritual:


"כל המוסיף גורע" - "Quem adiciona, diminui" (no contexto material) "המשפיע מתעשר" - "Quem influencia, se enriquece" (no reino espiritual)


Este paradoxo sagrado é exemplificado pela luz da vela de Chanucá. Uma chama pode acender inúmeras outras sem diminuir sua própria intensidade. De fato, quando duas chamas se unem, elas queimam com mais força.


Esta é a essência da Hashpa'ah (השפעה), o fluxo de influência Divina:

- Quanto mais nos tornamos canais para a bondade Divina, mais recebemos


- Este é o oposto da lógica material, onde dar significa ter menos


CHANUCÁ - UM PORTAL PARA A TRANSCENDÊNCIA


As velas de Chanucá não são meros símbolos; são portais para realidades espirituais superiores. O Arizal nos ensina que ao contemplar as chamas, podemos ascender através dos quatro mundos espirituais:


1- Assiyah (עשיה): O mundo da ação física


2- Yetzirah (יצירה): O mundo da formação emocional


3- Briah (בריאה): O mundo da criação intelectual


4- Atzilut (אצילות): O mundo da emanação Divina


AO ACENDER AS VELAS, RECITAMOS:


"הנני מוכן ומזומן לקיים מצות הדלקת נר חנוכה" "Hineni muchan u'mezuman le'kayem mitzvat hadlakat ner Chanukah"


“Estou pronto e preparado para cumprir o mandamento de acender as velas de Chanucá”


Com esta declaração, nos preparamos para ser canais da Luz Divina no mundo, cumprindo nossa missão cósmica de Tikkun Olam (תיקון עולם), a reparação do mundo.


ELEVANDO AS FAÍSCAS -  A MISSÃO DIVINA


O Arizal revela que existem faíscas divinas (ניצוצות) dispersas por todo o mundo material. Nossa missão sagrada é elevá-las através de atos de santidade e bondade.


Cada ato de Chesed (חסד, bondade) que realizamos é como acender uma vela no mundo espiritual. O Rebe de Lubavitch ensina que cada ação positiva é uma preparação direta para a era messiânica, trazendo a Geulah (גאולה, redenção) mais próxima.


CONCLUSÃO - O CHAMADO PARA A AÇÃO DIVINA

“Que neste Chanucá, possamos internalizar as lições sagradas das chamas”:


1. Reconhecer e elevar a voz do nosso Yetzer HaTov, nossa inclinação Divina


2. Abraçar o paradoxo espiritual de que dar nos enriquece


3. Usar a luz das velas como um portal para transcendência


4. Espalhar luz através de atos de bondade, elevando as faíscas divinas

Compreender que cada ação positiva tem um impacto cósmico


Que a luz de Chanucá continue a brilhar em nossas almas, inspirando-nos a ser canais de luz Divina no mundo, unindo o céu e a terra em perfeita harmonia. 


Que possamos todos nos elevar acima de nossas limitações egoístas e nos tornar verdadeiros "acendedores de luz" no mundo, trazendo a redenção pessoal e global mais perto, uma boa ação de cada vez.


Que o Eterno, bendito seja, derrame Suas bênçãos sobre nós, iluminando nossos caminhos com a luz da Torá e da sabedoria Divina. 


Que mereçamos ver a vinda do Mashiach speedily in our days, com a revelação completa da Luz Divina em nosso mundo.


חג אורים שמח ומאיר! 


Chag Urim Sameach u'Meir - Feliz e Iluminado Festival das Luzes!


Ana Hashem, hoshia na. Ana Hashem, hatzlicha na. 


Por favor, Hashem, salva-nos agora. Por favor, Hashem, faz-nos prosperar agora!


B"H

Queridos amigos,

Baruch Hashem, que nossas palavras tenham encontrado ressonância em sua alma. 

Sua presença e participação neste estudo é, em si, uma elevação espiritual. Ao reconhecermos a beleza e a profundidade dos ensinamentos sagrados,  estamos elevando faíscas Divinas e trazendo mais luz ao mundo.


Como ensina o Baal Shem Tov:


> "מכל דבר שאדם שומע או רואה צריך לקחת הוראה בעבודת ה'"


"De tudo o que uma pessoa ouve ou vê, deve-se extrair uma lição para o serviço Divino."


Sua apreciação por este estudo é, em si, uma elevação espiritual. Ao reconhecer a beleza e a profundidade dos ensinamentos sagrados, você está elevando faíscas Divinas e trazendo mais luz ao mundo.


Que o mérito deste estudo continue a iluminar seu caminho, fortalecendo sua conexão com o Divino e inspirando ações de bondade e santidade em sua vida diária.


Lembre-se sempre:

"נר מצוה ותורה אור" "O mandamento é uma vela e a Torá é luz" (Provérbios 6:23)


Que a luz da Torá e das mitzvot continue a brilhar em sua vida, guiando-o sempre para cima, em direção a níveis cada vez mais elevados de consciência e conexão espiritual.


Que o Eterno, bendito seja, continue a abençoá-lo com sabedoria, entendimento e conhecimento, e que você sempre encontre alegria e iluminação em seu estudo e prática da Torá.


Ken yehi ratzon - Que assim seja Sua vontade.


חזק חזק ונתחזק Chazak, chazak, v'nitchazek! Seja forte, seja forte, e nos fortaleceremos!


Malkah Ha Levi

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

É notável como, na Ilíada de Homero, a consciência da morte confere urgência às ações humanas.

 É notável como, na Ilíada de Homero, a consciência da morte confere urgência às ações humanas.


A urgência que atravessa A Ilíada nasce de um dado ontológico elementar, porém devastador, a consciência aguda da morte. Em nenhum outro poema fundador do Ocidente a mortalidade aparece com tamanha nitidez como força organizadora da ação, do sentido e da ética. Em Homero, viver é sempre viver sob prazo.


Para o homem homérico, a vida não se estende indefinidamente no tempo interior, como na modernidade psicológica. Ela é curta, frágil e irrecuperável. Por isso, cada gesto carrega um peso irreversível. Não há espaço para adiamentos existenciais. A morte não é um horizonte abstrato, mas uma presença constante no campo de batalha, no destino dos heróis, no lamento das mulheres e no silêncio dos deuses que observam.


Essa finitude produz aquilo que os gregos chamavam de kléos, a glória que sobrevive à carne. Já que o corpo perece, resta ao homem gravar o seu nome no tempo por meio de ações extraordinárias. A urgência nasce exatamente aí, agir agora ou desaparecer para sempre no anonimato. Não agir é morrer duas vezes, biologicamente e simbolicamente.


Aquiles encarna essa lógica de maneira trágica e exemplar. Ele sabe que sua escolha é radical, uma vida longa e obscura ou uma vida breve e eterna. A consciência da morte não o paralisa, ao contrário, o inflama. Sua fúria, sua recusa, seu retorno ao combate após a morte de Pátroclo não são meros impulsos emocionais, são respostas existenciais à finitude. Aquiles não luta apenas contra Troia, luta contra o esquecimento.


Na Ilíada, a mortalidade não humaniza apenas pela fragilidade, mas pela intensidade. Tudo é excessivo porque tudo é finito. A amizade é absoluta, o ódio é total, a dor é devastadora, o amor é comovente. O tempo curto exige grandeza. Não há espaço para uma moral da prudência confortável, mas para uma ética do risco, do enfrentamento, do gesto decisivo.


Os deuses, imortais, observam com uma mistura de fascínio e indiferença. Justamente porque não morrem, suas ações carecem da densidade trágica dos homens. A urgência é um privilégio humano. Só quem pode perder tudo, vive tudo com seriedade extrema.


Homero nos oferece, assim, uma lição brutal e ainda atual, a consciência da morte não empobrece a vida, ela a torna espessa. A mortalidade é o motor da ação, da coragem e da memória. Onde há fim, há sentido. Onde há limite, há decisão. A Ilíada nos lembra que só age de verdade quem sabe que não terá outra chance.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O conhecimento

 O conhecimento é o maior poder que possuímos: ele rompe as correntes da ignorância e nos arma com decisões sábias e assertivas. Com ele, questionamos o mundo, dissecamos verdades ocultas e forjamos soluções para os enigmas da existência.Mais que isso, o conhecimento nos une ao cosmos humano, desvendando culturas ancestrais, tradições místicas e visões espirituais diversas. Torna-nos empáticos, conscientes e arquitetos da verdadeira harmonia entre almas.Nunca o subestime. Invista em sua jornada de aprendizado, abrace experiências transformadoras e cultive a mente aberta. Pelo conhecimento, não só elevamos nossa essência, mas transmutamos o mundo ao redor.

 


Manoel O Pelegrino

sábado, 27 de dezembro de 2025

Ainda que o Cristo nascesse mil vezes em Belém

 "Ainda que o Cristo nascesse mil vezes em Belém,

Se ele não nascer dentro de ti,

Tua alma ficará perdida,

E olharás em vão a cruz do Gólgota." 


Eis o caminho do desabrochar 

Da Rosa pela Cruz,

E da Cruz pela Rosa, 

O Verbo que se faz carne para habitar em nós.


#rosacruz

#rosacrucianismo 

#ordemrosacruz 

#hermetismo


Crédito Leo Artaud Toledo



domingo, 14 de dezembro de 2025

Os Falsos Profetas da Grande Prostituta: Babilônia Revelada

 Os Falsos Profetas da Grande Prostituta: Babilônia Revelada A Grande Babilônia, mãe das prostitutas (Apocalipse 17:5), pariu igrejas filhas que vendem o Evangelho por ouro e holofotes. Pastores e padres vagabundos, coroados de microfones e jatinhos, enganam o povo com promessas de prosperidade falsa, enquanto escondem a Verdade nua: "O Reino de Deus está dentro de vós" (Lucas 17:21).Esses falsos profetas satânicos, devotos selvagens, constroem templos de tijolos e dízimos. Mas o Sublime Peregrino os chicoteou outrora nos átrios do Templo (João 2:15). Se voltasse hoje, empunharia o chicote romano — chicote com ossos e chumbos para cortar o lombo desses lobos em pele de cordeiro (Mateus 7:15) —, varrendo púlpitos podres com ira divina.Desperte, ó povo! Rejeite os mercadores da fé. O verdadeiro Cristo não mora em catedrais de pedra, mas nos corações livres. Volte ao deserto da alma, onde a iniciação verdadeira pulsa. Quem ousará enfrentar o chicote do Peregrino?Elaborado por Manoel O Pelegrino#FalsosProfetas #BabiloniaRevelada #SublimePeregrino #ChicoteRomano #Acordai 🕌🔥💥



sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

O discurso popular costuma repetir que “o povo é oprimido pelos poderosos”

 O discurso popular costuma repetir que “o povo é oprimido pelos poderosos”. Porém, essa afirmação, embora confortável, ignora uma realidade mais incômoda: a maioria das pessoas não apenas tolera a dominação, como a deseja. A história não é feita apenas por tiranos, mas por massas covardes que, ao invés de lutar por autonomia, preferem entregar sua liberdade em troca de promessas fáceis. Como nos adverte Maquiavel, o povo quer apenas “não ser oprimido” e nunca assumir o fardo de pensar, escolher e agir por si mesmo. O problema não está apenas na elite que governa, mas no povo que implora por um governante que pense e decida por ele.


O povo é escravo, antes de tudo, por escolha. Deseja ser conduzido, ter um salvador da pátria, um “pai” que resolva os problemas enquanto permanece infantilizado e irresponsável. Essa abdicação da autonomia gera o que Maquiavel descreve como uma sociedade baseada nas aparências, onde o governante precisa apenas parecer virtuoso para manter as massas dóceis: “Todos veem o que pareces ser, poucos sentem o que és.” Em outras palavras, o povo não busca a verdade; busca conforto emocional. Aceita a mentira bem contada, o discurso ensaiado, o espetáculo superficial, desde que não precise arcar com a responsabilidade de pensar criticamente ou agir com coragem.


Essa submissão não é apenas emocional, mas também moral. O povo terceiriza a ética, espera que o governante seja o espelho de seus valores, mas não se dispõe a praticá-los. Quer justiça, mas não participa da política. Reclama da corrupção, mas aplaude o político “esperto”. Quer mudança, mas se recusa a sair da zona de conforto. Como dizia La Boétie, o povo aceita a servidão porque tem medo da liberdade, e a liberdade exige deveres, sacrifícios e ação contínua. Ao invés disso, prefere alienar-se com trivialidades, distrair-se com supérfluos, enquanto a estrutura de dominação permanece intacta.


Maquiavel já mostrava que o poder se mantém não apenas pela força, mas por meio de artimanhas psicológicas: festas públicas, distribuição de recompensas simbólicas, criação de inimigos imaginários e controle da moral pública. Tudo isso serve para manter o povo ocupado com o que não importa, enquanto o que realmente interessa, a posse do poder e das decisões políticas, permanece nas mãos de poucos. E o mais trágico: não há resistência significativa. Há resignação, cinismo e, pior, apatia.


A verdade é dura: o povo é cúmplice de sua própria escravidão. Ele escolhe ser governado, manipulado e controlado, desde que não precise arcar com o peso da liberdade. Quer estabilidade sem esforço, direitos sem deveres, mudanças sem rupturas. A elite apenas oferece o que o povo já espera: um messias, um pai, uma promessa, uma narrativa confortável. Quando o “salvador” falha, o povo se revolta brevemente, mas não aprende, apenas espera o próximo. Substitui um nome por outro, sem jamais questionar o próprio papel nessa engrenagem cíclica de dominação.


Não há tirano que se sustente sem o consentimento das massas. Não há elite opressora sem um povo que se recusa a amadurecer. O povo não é vítima inocente; é agente da própria servidão. Enquanto continuar buscando salvadores ao invés de assumir a responsabilidade por si mesmo, permanecerá eternamente dominado, não por imposição, mas por conveniência. Porque, no fim, é mais fácil ser súdito do que cidadão.



domingo, 7 de dezembro de 2025

E é nosso dever estudar a origem do homem e sua história; o seu nascimento e a composição e estrutura de suas partes componentes, e os membros e órgãos de seu corpo,

 E é nosso dever estudar a origem do homem e sua história; o seu nascimento e a composição e estrutura de suas partes componentes, e os membros e órgãos de seu corpo, suas relações entre si, e as funções e propósitos de cada um deles; e a necessidade de seja feito como é, em estrutura, forma e aparência. E então devemos considerar os objetos do seu ser e todas as suas qualidades e características mentais, e os poderes da sua alma, e a luz da sua razão, e todos os elementos essenciais e acidentais do seu ser, e suas paixões e desejos, e sua relação com o esquema de Criação.


Do ponto de vista deste estudo, grande parte do mistério do universo e muitos dos segredos deste mundo serão esclarecidos por causa da semelhança do homem com o mundo; e foi dito por alguns dos sábios que a Filosofia é o conhecimento que o homem tem de si mesmo: ou seja, tal conhecimento do homem nos permitirá reconhecer o Criador pelos sinais de Sua sabedoria manifestada no homem. Este é o significado do que Jó disse: "E da minha carne verei Deus".


A língua é a pena do coração e a mensageira da alma distante e oculta.


Na fala você pode ver a superioridade do homem sobre os animais inferiores.


São os tolos que acreditam que sabem tudo, e na sua soberba negligenciam esse estudo do mundo e do homem, que obrigaria a Deus a gratidão e a vida dedicada ao seu serviço e à realização de boas obras.


Quando você estudar tudo o que pode saber sobre o universo, não pense que você sabe tudo sobre a sabedoria e o poder de Deus. Porque no mundo, nós sabemos, Deus só manifestou sua sabedoria e poder quanto foi necessário para o bem do homem. Não segundo o alcance de Sua sabedoria e poder é sua manifestação no mundo fenomênico (pois são infinitos), mas segundo as necessidades de Sua criação e de Suas criaturas".


— Os deveres do coração, pelo rabino Bachye, tr. por Edwin Collins, c. 1909


"Reconhecendo a inutilidade de tentar enfrentar intelectualmente o que transcende a compreensão das faculdades racionais, os primeiros filósofos desviaram sua atenção da inconcebível Divindade para o próprio homem, dentro dos estreitos confins de cuja natureza encontraram manifestados todos os mistérios das esferas externas. Como consequência natural desta prática, foi construído um sistema teológico secreto no qual Deus era considerado o Grande Homem e, inversamente, o homem como o pequeno deus. Continuando com esta analogia, o universo era considerado como um homem e, inversamente, o homem como um universo em miniatura. O universo maior foi chamado de Macrocosmo, o Grande Mundo ou Corpo, e a Vida Divina ou entidade espiritual que controlava suas funções foi chamada Macroprosophus. O corpo do homem, ou o universo humano individual, chamava-se Microcosmo, e a vida divina ou entidade espiritual que controlava suas funções chamava-se Microprosophus".


"O homem é um pequeno mundo, um microcosmo dentro do grande universo. Como um feto, está suspenso, por seus três espíritos, na matriz do macrocosmo; e enquanto seu corpo terrestre está em constante simpatia com sua mãe terra, sua alma astral vive em uníssono com o Animal Mundi Sideral. Está nela, como ela está nele, porque o elemento que penetra o mundo preenche todo o espaço, e é o próprio espaço, só que sem margens e infinito. Quanto ao seu terceiro espírito, o divino. O que é senão um raio infinitesimal, uma das inúmeras radiações que provêm diretamente da Causa Suprema, a Luz Espiritual do Mundo? Esta é a trindade da natureza orgânica e inorgânica, espiritual e física, que são três em uma, e do qual Proclo diz que 'A primeira monada é o Deus Eterno; a segunda, a eternidade; a terceira, o paradigma ou padrão do universo;' os três que constituem a Tríade Inteligível".


— Os Ensinamentos Secretos de Todas as Idades, por Manly P. Hall, c. 1928


“No Universo de infinitas entidades e infinita variedade, o Homem se encontra manifestando em muitos graus desde o Microcosmo até o Macrocosmo. Na teoria de Paracelso, o Microcosmo era o homem, como se combinasse em si mesmo todos os elementos do Macrocosmo ou grande mundo. A teoria, por sua vez, lembra-nos de Swedenborg, que falou e escreveu tantas vezes sobre o Criador quanto O Grande Homem do Omniverso que contém todos os elementos do mundo Microcósmico. Da menor unidade da Criação à mais gigantesca, há uma espiral.


By Alfredo avelar


(Desconheço o comentador e sintetizante)



sábado, 6 de dezembro de 2025

Dentro de si mesmos, através dos quais você poderia desenvolver a verdadeira compreensão do Mistério dentro de sua própria consciência.

 Dentro de si mesmos, através dos quais você poderia desenvolver a verdadeira compreensão do Mistério dentro de sua própria consciência.


Em outras palavras, como disse outro alquimista: "Há sementes de vida em tudo".

Na Índia, na China e no Japão são chamadas de "Sementes de Buda".


São as sementes de todas as essências e substâncias.


Todas as coisas crescem de sua própria semente, raiz ou causa, e a causa da imortalidade está em cada criatura mortal criada.


A semente da imortalidade está no homem, a semente de todo conhecimento está dentro do ser humano, a semente de toda esperança, de toda vida, de toda sabedoria e de todo entendimento, tudo isso está trancado dentro do indivíduo, e devem crescer como as plantas crescem, devem superar gradualmente a resistência da ignorância, devem dia após dia e ano após ano espalhar sua vida em todos os sentidos.


A Árvore da Sabedoria cresce da mente humana, a Árvore do Amor nasce do coração humano, a Árvore de Deus nasce da semente eterna dentro da consciência do ser humano.


Então, toda a alquimia foi principalmente uma libertação ou uma revelação, uma transmutação da ignorância em sabedoria, uma transmutação da morte em vida eterna, e tudo isso foi feito através de um processo muito elaborado: os buscadores da transmutação, bela e simbolicamente, expuseram, no entanto, em vários trabalhos muitos químicos foram enganados pelos termos e consideraram que as fórmulas eram puramente físicas, mas não eram.


(Desconheço o autor).


By Alfredo Avelar

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

OS MÍSTICOS PROCURAM A VERDADE

 OS MÍSTICOS PROCURAM A VERDADE


"Os místicos procuram a verdade. Eles buscam a verdade no divino, no sagrado, no mundo ao seu redor, no invisível, nos outros e em si mesmos..


Eles procuram respostas além do que foi descoberto ou descrito. Eles olham para além dos horizontes conhecidos por algo que os outros não são capazes de ver e propõem-se a compreendê-lo mais profundo e a experimentar plen


Muitos têm a sua própria definição do que é um místico para eles, e deviam. Os místicos procuram ultrapassar as palavras e paradigmas que definem e aprisionam, então pensar fora da caixa no que é um místico seria pensar como um místico. "


"A terra é uma sala de aula que traz a maturidade espiritual da Alma.


Quando a sua educação está concluída,

Deve decidir por si mesmo o que pertence ao reino da verdade eterna

E o que é apenas um subterfúgio - uma sombra da verdade. "


(via Jesse Wright"


Imagem: Buscador Visionário Místico

Mahaboka



quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Cada um de vocês é um dilúvio

 Cada um de vocês é um dilúvio, uma arca e um capitão. Mas até o dia em que puderem desembarcar numa terra virgem e recém-lavada, não se apressem em celebrar a sua vitória.Vocês querem saber como o Homem se tornou um dilúvio para si mesmo. Bem, quando a Vontade Divina Suprema partiu Adão em dois – para fazê-lo conhecer a si mesmo e realizar sua identidade com o Uno – ele se tornou um homem e uma mulher; um Adão homem e um Adão mulher. Ele então foi inundado por desejos, que eram produto do Dualismo; desejos tão numerosos, tão variados em cor, tão imensos em grandeza, tão desregrados e tão prolíficos, que até hoje o Homem é um destroço sobre suas ondas. Uma onda mal o eleva a grandes alturas, outra o arrasta para o fundo. Isso porque seus desejos são pareados, assim como ele próprio é pareado. Dois opostos apenas se completam, mas ao ignorante parecem estar em conflito.Este é o dilúvio que o Homem é chamado a enfrentar, hora após hora, dia após dia, através de sua longa e árdua vida dualística. É este o dilúvio cujas poderosas fontes, jorrando do coração, arrastam vocês numa corrida precipitada. É este o dilúvio cujo arco-íris não adornará seu céu antes que este último tenha se unido à sua terra e se identificado com ela.Não separem suas paixões em boas e más: o bom não pode durar sem o mau, e o mau não pode criar raízes senão no bom. Esta é a natureza do Dualismo. Não sejam presunçosos e teimosos tentando mudá-la. Se querem ser mestres de seus corações, misturem todas as suas paixões – boas e más – no único vaso do Amor, para assim poder cozinhá-las no forno do Divino Discernimento, onde todo dualismo é unificado em Deus.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

CÓDIGO MORAL DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS - ANO 1128

 CÓDIGO MORAL DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS - ANO 1128


Os Soldados do Templo, são Soldados de Deus. 

Como tais devem sempre andar com Deus e ser o mais simples dos mortais. 

Devem conduzir-se com humildade e ser os mais honrados, os mais nobres,  os mais honestos e os mais cavalheiros.


O Templário deve servir a Ordem e não esperar ser servido por ela. Deve colaborar com o serviço de Deus e não deve esperar recompensa, salvo o saber que isso honra a Ordem com sua devoção.


O Templário não deve causar nenhuma ferida ou danos a qualquer criatura humana ou outra, seja por ganância, prazer ou vaidade. Pelo contrário, o Templário deve tentar levar a justiça a todos aqueles que não a recebem porque todos são filhos de Deus e a todos Deus concedeu o dom da vida.


Diante de todos os seres o Templário deve demonstrar cavalheirismo, cortesia e honestidade, tendo sempre presente que é testemunha de Deus.


Um Templário deve viver cada dia como um crítico do dia anterior, desta maneira cada amanhecer será um passo rumo a uma maior nobreza.


Nenhum Templário deverá ofender de forma alguma a uma pessoa ou a outro ser. Para todos o Templário deve ser um exemplo de cavalheirismo.


Nenhuma mulher deverá temer um Templário, nem de suas palavras, nem de suas ações. Nenhuma criança deverá padecer esse temor. Nenhum homem, não importa quão rude seja, deverá temer um Templário.


Onde exista debilidade ali o Templário deverá levar sua força.


Onde não existir voz ali o Templário deve levar a sua.


Onde estão os mais pobres ali o Templário deve distribuir sua generosidade.


Um Soldado do Templo não pode estar escravizado por suas crenças sectárias ou opiniões estreitas. O Templário deve sempre buscar a verdade porque na verdade está Deus.


Jamais um Templário deve desonrar outro, porque esta conduta o desonrará e o levará ao descrédito da Ordem.


Em sua conduta o templário:


- Não deve ser brutal;


- Não deve beber de forma ofensiva;


- Não deve ser imoral ou amoral;


- Não deve ser covarde ou bestial;


- Não deve mentir ou ter intenções maliciosas;


- Não deve buscar posições de engrandecimento dentro da Ordem. Se contentará com aqueles postos que lhe sejam encomendados para melhor servi-la;


- Não deve julgar a ninguém dentro ou fora da Ordem por suas posses ou posições sociais. Pelo contrário deve julgar pelo caráter e a bondade ou a falta deles;


- Deve expressar verdadeiros sentimentos aos princípios do Templo e obediência aos seus oficiais em todas as coisas da Ordem, entendendo que elas são verdadeiras e merecem a dita obediência;


- Deve ser um verdadeiro patriota para a terra que Deus lhe deu;


- Não deve caçar a nenhuma criatura quer por vaidade ou por esporte.


- Não deve matar a nenhuma criatura salvo para alimentar-se ou em defesa própria;


- Deve manter-se justo e verdadeiro nas justas causas de Deus;


- Não tomará atitude ofensiva contra nenhum homem pela forma como se dirige a Deus, ainda que esta seja diferente ou estranha. Muito pelo contrário o Templário deverá entender como outros se aproximam de Deus;


- Deve sempre ser consciente de que é um Soldado do Templo e fazer sempre com que suas obras sejam um exemplo para os demais.


By Nino Borges

Grão Mestre Ji Han Jae 지한재 - 池漢載

 Grão Mestre Ji Han Jae 지한재 - 池漢載 Ji Han Jae (Chi Hon-tsoi) nasceu em Andong, Coréia do Sul em 1936. aos três anos (1939) fugiu com sua famí...