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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

"A Luz de Hanukkah”

 "A Luz de Hanukkah”



“A LUZ TRANSCENDENTE DE CHANUCÁ: UM PORTAL PARA A ELEVAÇÃO ESPIRITUAL”


Baruch Hashem, bendito seja o Nome do Eterno, que nos concede a oportunidade de elevar nossas almas através do estudo sagrado.


“O Chamado das Chamas”


Na noite sagrada do oitavo dia de Chanucá, quando a plenitude da luz se manifesta em nosso mundo físico, somos convidados a contemplar os mistérios profundos ocultos nas chamas dançantes das velas. 


Como ensina o Zohar Hakadosh, "A luz superior desce e se une com a luz inferior, criando uma harmonia perfeita nos mundos." - Zohar, Parashat Miketz.


Neste momento de união cósmica, exploremos as camadas ocultas de significado que Chanucá nos revela, guiados pela sabedoria dos nossos santos Mestres e iluminados pela Luz Infinita do Ein Sof.


A DUALIDADE DA EXISTÊNCIA -  YETZER HARA E YETZER HATOV


O Baal Shem Tov, luz sagrada do Chassidismo, nos ensina que em cada alma judaica residem duas vozes, dois impulsos que refletem a dualidade fundamental da Criação:


- Yetzer HaRa (יצר הרע): A inclinação para o egoísmo e materialismo


- Yetzer HaTov (יצר הטוב): O impulso Divino para a transcendência e altruísmo


Estas duas forças, aparentemente antagônicas, são na verdade complementares no grande plano Divino. 


Como está escrito: 


"E viu Deus que tudo o que havia feito era muito bom (טוב מאוד)" (Bereshit 1:31). 


Os sábios interpretam "טוב מאוד" (muito bom) como uma alusão ao Yetzer HaRa, ensinando-nos que até mesmo nossa inclinação para o ego tem um propósito sagrado quando canalizada corretamente.


A METÁFORA DA LUZ - REVELANDO O DIVINO NO FÍSICO


O Maharal de Praga, em sua profunda sabedoria, revela que a luz física é a manifestação mais próxima da essência Divina em nosso mundo material. Contemplemos as qualidades da luz:


- Infinitude (אין סוף): Expande-se sem limites, refletindo a natureza infinita do Criador


- Generosidade (חסד): Dá sem perder, manifestando a bondade Divina


- Elevação (עלייה): Sempre se move para cima, transcendendo as limitações da gravidade física


“Estas qualidades da luz nos ensinam o caminho da elevação espiritual”. 


Como está escrito: 


"A alma do homem é a vela de Deus" - Provérbios 20:27. 


Assim como a chama sempre se eleva, nossa alma anseia constantemente por retornar à sua fonte Divina.


O PARADOXO ESPIRITUAL - A LEI DA LUZ


O Alter Rebbe, no Tanya, nos revela um princípio fundamental da realidade espiritual:


"כל המוסיף גורע" - "Quem adiciona, diminui" (no contexto material) "המשפיע מתעשר" - "Quem influencia, se enriquece" (no reino espiritual)


Este paradoxo sagrado é exemplificado pela luz da vela de Chanucá. Uma chama pode acender inúmeras outras sem diminuir sua própria intensidade. De fato, quando duas chamas se unem, elas queimam com mais força.


Esta é a essência da Hashpa'ah (השפעה), o fluxo de influência Divina:

- Quanto mais nos tornamos canais para a bondade Divina, mais recebemos


- Este é o oposto da lógica material, onde dar significa ter menos


CHANUCÁ - UM PORTAL PARA A TRANSCENDÊNCIA


As velas de Chanucá não são meros símbolos; são portais para realidades espirituais superiores. O Arizal nos ensina que ao contemplar as chamas, podemos ascender através dos quatro mundos espirituais:


1- Assiyah (עשיה): O mundo da ação física


2- Yetzirah (יצירה): O mundo da formação emocional


3- Briah (בריאה): O mundo da criação intelectual


4- Atzilut (אצילות): O mundo da emanação Divina


AO ACENDER AS VELAS, RECITAMOS:


"הנני מוכן ומזומן לקיים מצות הדלקת נר חנוכה" "Hineni muchan u'mezuman le'kayem mitzvat hadlakat ner Chanukah"


“Estou pronto e preparado para cumprir o mandamento de acender as velas de Chanucá”


Com esta declaração, nos preparamos para ser canais da Luz Divina no mundo, cumprindo nossa missão cósmica de Tikkun Olam (תיקון עולם), a reparação do mundo.


ELEVANDO AS FAÍSCAS -  A MISSÃO DIVINA


O Arizal revela que existem faíscas divinas (ניצוצות) dispersas por todo o mundo material. Nossa missão sagrada é elevá-las através de atos de santidade e bondade.


Cada ato de Chesed (חסד, bondade) que realizamos é como acender uma vela no mundo espiritual. O Rebe de Lubavitch ensina que cada ação positiva é uma preparação direta para a era messiânica, trazendo a Geulah (גאולה, redenção) mais próxima.


CONCLUSÃO - O CHAMADO PARA A AÇÃO DIVINA

“Que neste Chanucá, possamos internalizar as lições sagradas das chamas”:


1. Reconhecer e elevar a voz do nosso Yetzer HaTov, nossa inclinação Divina


2. Abraçar o paradoxo espiritual de que dar nos enriquece


3. Usar a luz das velas como um portal para transcendência


4. Espalhar luz através de atos de bondade, elevando as faíscas divinas

Compreender que cada ação positiva tem um impacto cósmico


Que a luz de Chanucá continue a brilhar em nossas almas, inspirando-nos a ser canais de luz Divina no mundo, unindo o céu e a terra em perfeita harmonia. 


Que possamos todos nos elevar acima de nossas limitações egoístas e nos tornar verdadeiros "acendedores de luz" no mundo, trazendo a redenção pessoal e global mais perto, uma boa ação de cada vez.


Que o Eterno, bendito seja, derrame Suas bênçãos sobre nós, iluminando nossos caminhos com a luz da Torá e da sabedoria Divina. 


Que mereçamos ver a vinda do Mashiach speedily in our days, com a revelação completa da Luz Divina em nosso mundo.


חג אורים שמח ומאיר! 


Chag Urim Sameach u'Meir - Feliz e Iluminado Festival das Luzes!


Ana Hashem, hoshia na. Ana Hashem, hatzlicha na. 


Por favor, Hashem, salva-nos agora. Por favor, Hashem, faz-nos prosperar agora!


B"H

Queridos amigos,

Baruch Hashem, que nossas palavras tenham encontrado ressonância em sua alma. 

Sua presença e participação neste estudo é, em si, uma elevação espiritual. Ao reconhecermos a beleza e a profundidade dos ensinamentos sagrados,  estamos elevando faíscas Divinas e trazendo mais luz ao mundo.


Como ensina o Baal Shem Tov:


> "מכל דבר שאדם שומע או רואה צריך לקחת הוראה בעבודת ה'"


"De tudo o que uma pessoa ouve ou vê, deve-se extrair uma lição para o serviço Divino."


Sua apreciação por este estudo é, em si, uma elevação espiritual. Ao reconhecer a beleza e a profundidade dos ensinamentos sagrados, você está elevando faíscas Divinas e trazendo mais luz ao mundo.


Que o mérito deste estudo continue a iluminar seu caminho, fortalecendo sua conexão com o Divino e inspirando ações de bondade e santidade em sua vida diária.


Lembre-se sempre:

"נר מצוה ותורה אור" "O mandamento é uma vela e a Torá é luz" (Provérbios 6:23)


Que a luz da Torá e das mitzvot continue a brilhar em sua vida, guiando-o sempre para cima, em direção a níveis cada vez mais elevados de consciência e conexão espiritual.


Que o Eterno, bendito seja, continue a abençoá-lo com sabedoria, entendimento e conhecimento, e que você sempre encontre alegria e iluminação em seu estudo e prática da Torá.


Ken yehi ratzon - Que assim seja Sua vontade.


חזק חזק ונתחזק Chazak, chazak, v'nitchazek! Seja forte, seja forte, e nos fortaleceremos!


Malkah Ha Levi

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

É notável como, na Ilíada de Homero, a consciência da morte confere urgência às ações humanas.

 É notável como, na Ilíada de Homero, a consciência da morte confere urgência às ações humanas.


A urgência que atravessa A Ilíada nasce de um dado ontológico elementar, porém devastador, a consciência aguda da morte. Em nenhum outro poema fundador do Ocidente a mortalidade aparece com tamanha nitidez como força organizadora da ação, do sentido e da ética. Em Homero, viver é sempre viver sob prazo.


Para o homem homérico, a vida não se estende indefinidamente no tempo interior, como na modernidade psicológica. Ela é curta, frágil e irrecuperável. Por isso, cada gesto carrega um peso irreversível. Não há espaço para adiamentos existenciais. A morte não é um horizonte abstrato, mas uma presença constante no campo de batalha, no destino dos heróis, no lamento das mulheres e no silêncio dos deuses que observam.


Essa finitude produz aquilo que os gregos chamavam de kléos, a glória que sobrevive à carne. Já que o corpo perece, resta ao homem gravar o seu nome no tempo por meio de ações extraordinárias. A urgência nasce exatamente aí, agir agora ou desaparecer para sempre no anonimato. Não agir é morrer duas vezes, biologicamente e simbolicamente.


Aquiles encarna essa lógica de maneira trágica e exemplar. Ele sabe que sua escolha é radical, uma vida longa e obscura ou uma vida breve e eterna. A consciência da morte não o paralisa, ao contrário, o inflama. Sua fúria, sua recusa, seu retorno ao combate após a morte de Pátroclo não são meros impulsos emocionais, são respostas existenciais à finitude. Aquiles não luta apenas contra Troia, luta contra o esquecimento.


Na Ilíada, a mortalidade não humaniza apenas pela fragilidade, mas pela intensidade. Tudo é excessivo porque tudo é finito. A amizade é absoluta, o ódio é total, a dor é devastadora, o amor é comovente. O tempo curto exige grandeza. Não há espaço para uma moral da prudência confortável, mas para uma ética do risco, do enfrentamento, do gesto decisivo.


Os deuses, imortais, observam com uma mistura de fascínio e indiferença. Justamente porque não morrem, suas ações carecem da densidade trágica dos homens. A urgência é um privilégio humano. Só quem pode perder tudo, vive tudo com seriedade extrema.


Homero nos oferece, assim, uma lição brutal e ainda atual, a consciência da morte não empobrece a vida, ela a torna espessa. A mortalidade é o motor da ação, da coragem e da memória. Onde há fim, há sentido. Onde há limite, há decisão. A Ilíada nos lembra que só age de verdade quem sabe que não terá outra chance.



Ano novo...

 Ano novo...

Olhe à sua volta. Sorria para

seus amigos e para aqueles que você pode

conquistar. Dê uma boa risada! Leia mais. Viaje

na imaginação. Cante uma canção. Lembre o aniversário

de seus amigos. Mude de penteado. Esteja disponível para

escutar. Retribua um favor. Admire o colorido e a beleza da

natureza. Permita-se errar. Retribua uma gentileza. Demonstre

que está feliz. Toque a ponta dos pés. Só por hoje, evite dizer:

"Não posso!”. Cante e assobie. Viva intensamente cada minuto.

Dê uma palmadinha nas suas próprias costas. Escute um

amigo. Feche os olhos e imagine as ondas do mar. Sinta

a brisa bater no rosto. Tenha bons pensamentos. Não

se isole. Seja otimista. Ajude a natureza.

Seja tolerante.

Espreguice-se.

Desperte! Ande

descalço. Diga

“Bem-vindo!” a

quem chegou.

Permita que alguém

o ajude. Agradeça!!

Saiba que não está sozinho.

Viva com “paixão”. Sem ela,

nada de grande se consegue!

(*** Autor desconhecido *** )



quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Quero desejar um excelente 2026 a todos os leitores do Portal Kansha .

 Quero desejar um excelente  2026  a todos os leitores do Portal Kansha .



Detalhes. esse blog foi recentemente criado   tem mais   um  ano ainda , e desde então já conheci um monte de  gente bacana,muito massa pessoas legais. Antigamente eu postava um texto por semana quando outros blogs.

Agora  passei a escrever dois posts e, até mais espero com o aumento do número de leitores e amigos, seguidores vou postando bem mais opiniões a respeito de todos os detalhes daquilo escrevo e posto.

 Desejo a todos que me acompanham desde o início, e a todos os demais que foram chegando, um excelente ano novo, com muita paz, sucesso e saúde , gratidão.  

Que em 2026,tenhamos mais emprego, saúde, segurança ,casa,comida na mesa,fartura ,muito amor no coração e ao próximo.

E acima de tudo andar com Deus na mente e no coração.


É isso aí.....

. Até o ano que vem! 

Se Deus quiser



Francisco Araújo

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Ozoni: a sopa que une deuses e humanos no amanhecer do Ano Novo

 Ozoni: a sopa que une deuses e humanos no amanhecer do Ano Novo



Ozoni é uma comida que traz conforto emocional e espiritual. Tem receita fácil e deliciosa!

Primeira refeição do ano (PM)
Se existe um prato que define o conforto de uma manhã de 1º de janeiro no Japão, esse prato é o ozoni (お雑煮). Mais do que uma simples sopa nutritiva, ela é considerada um “alimento comum entre deuses e humanos“
. Por isso, é tradição que seja a primeira refeição do ano, servida como um gesto de gratidão pela colheita passada e uma prece pela segurança da família no ciclo que se inicia
Além da tradição do ozoni, aprenda a prepará-la!
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A origem do nome vem de nimaze (mistura de cozidos). O prato se popularizou no período Muromachi, inicialmente como um aperitivo em banquetes da classe samurai. Foi apenas no período Edo, com a estabilização do preço do arroz, que o povo passou a ter acesso ao mochi (bolinho de arroz prensado) e a tradição do ozoni se espalhou por todo o país.
Regionalidade e estilo do ozoni
O fascínio do ozoni reside na sua diversidade. No leste do Japão (Tóquio), o caldo costuma ser claro (sumashi-jiru) com mochi quadrado. Já no oeste (Kansai/Osaka), prevalece o missô branco com mochi redondo. Não existe uma regra única: cada família preserva sua própria herança culinária.
Receita no estilo Kansai: ozoni tradicional  
Rende 2 porções
Foto meramente ilustrativa (PM)
Ingredientes
Base: 2 inhames, 20g de daikon (rabanete japonês) e 20g de cenoura.
Mochi: 2 unidades (redondos ou quadrados).
Caldo e tempero: 2 copos de água, 1 colher de sopa de missô branco.
Toque de sabor: 1 ½ colher de chá de Hondashi (dividida para os cozimentos), ¼ de colher de chá de Konbu Dashi (caldo de alga).
Finalização: Katsuobushi (flocos de bonitos secos) e raspas de casca de yuzu (limão japonês) para aromatizar.
Opcionais: Camarão, frango, cogumelo shitake, kamaboko ou folhas de mitsuba.
Modo de preparo
Prepare os vegetais: Descasque o inhame, corte as bordas (chanfrado) e esfregue com sal para tirar a viscosidade. Ferva-o em água com um pouco de Hondashi até amaciar.
Corte decorativo: Corte o daikon e a cenoura em rodelas de 5mm. Se quiser um toque especial, use moldes em formato de flor de ameixa. Cozinhe-os no caldo de Hondashi até ficarem macios.
O mochi: Ferva o mochi em água separada até que fique macio e elástico (ou grelhe-o, se preferir uma textura tostada).
O caldo principal: Em uma panela, ferva a água com o restante do Hondashi e o Konbu Dashi. Abaixe o fogo, dissolva o missô branco e desligue imediatamente para não perder o aroma.

Montagem: Em tigelas individuais (wanari), coloque o mochi e arrume os vegetais por cima. Despeje o caldo de missô bem quente e finalize com o katsuobushi e a casca de yuzu.
Conforto para o corpo e a alma
Em uma manhã fria de inverno, não há nada mais revigorante do que o calor do ozoni. Seja seguindo a receita à risca ou adicionando o seu toque pessoal com frango ou frutos do mar, o que importa é a intenção de começar o ano com saúde e união.




あけましておめでとう
Akemashite omedetō

Feliz Ano Novo

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Cazuza

 Cazuza foi um dos artistas mais completos,brilhantes e geniais da historia do Brasil dias letras  eram polidamente politizadas  e adentravam  fundo em críticas  políticas sociais. Cazuza era declaradamente inimigo da direita.imagine Cazuza  hoje certamente sentiria nojo da extrema direita e do bolsonarismo. E vomitaria no Congresso.



O conhecimento

 O conhecimento é o maior poder que possuímos: ele rompe as correntes da ignorância e nos arma com decisões sábias e assertivas. Com ele, questionamos o mundo, dissecamos verdades ocultas e forjamos soluções para os enigmas da existência.Mais que isso, o conhecimento nos une ao cosmos humano, desvendando culturas ancestrais, tradições místicas e visões espirituais diversas. Torna-nos empáticos, conscientes e arquitetos da verdadeira harmonia entre almas.Nunca o subestime. Invista em sua jornada de aprendizado, abrace experiências transformadoras e cultive a mente aberta. Pelo conhecimento, não só elevamos nossa essência, mas transmutamos o mundo ao redor.

 


Manoel O Pelegrino

ORAÇÃO PODEROSA PARA RECEBER UM MILAGRE

  ORAÇÃO PODEROSA PARA RECEBER UM MILAGRE Ó DEUS MILAGROSO, QUANDO LEMBRO DOS TEUS FEITOS, NASCE UMA FÉ EM MEU INTERIOR, POIS SEI QUE ÉS UM ...