A GRONELÂNDIA NÃO É UM TERRITÓRIO: É UM LIMIAR!
A Gronelândia reaparece ciclicamente no discurso geopolítico como “objeto estratégico”, “ativo mineral”, “fronteira militar” ou “posição avançada”. Essa leitura é curta, perigosa e arcaica!
À luz da CIC – Consciência Informacional do Cosmos, a questão da Gronelândia não é política, não é militar, não é económica!
É científica, civilizacional e planetária.
A política tenta apropriar-se da Gronelândia.
A ciência começa a compreendê-la.
A civilização ainda não a honrou!
I. A GRONELÂNDIA COMO ARQUIVO VIVO DO PLANETA
A Gronelândia não é apenas gelo.
É:
• Arquivo climático da Terra
• Sensor avançado do sistema planetário
• Memória congelada de ciclos civilizacionais
• Interface entre atmosfera, oceanos e campo magnético
• Laboratório natural da evolução futura do planeta!
Quem disputa a Gronelândia como território não compreende o que ela é!
Quem a vê como base militar antecipa conflitos, não soluções.
Quem a explora como reserva económica acelera a própria extinção!
II. A LEITURA À LUZ DA CIC: (Ciência Informacional do Cosmos)
Segundo a CIC, a Terra não é apenas um corpo físico, mas um sistema informacional consciente, onde certos territórios funcionam como nódulos sensíveis do Campo Informacional Planetário!
A Gronelândia é um desses nódulos!
Alterar violentamente esse território é o equivalente a intervir num órgão vital do planeta, sem compreender a sua função sistémica.
Por isso, nenhuma solução política é suficiente, porque:
• A política é reativa
• A ciência é preditiva
• A civilização deve ser protetora
III. O ERRO DAS GRANDES POTÊNCIAS!
Os EUA — e qualquer outra potência — ao projetarem sobre a Gronelândia uma lógica de domínio:
• Repetem o erro colonial do século XIX
• Ignoram a ciência do século XXI
• Sabotam a civilização do século XXII
A Gronelândia não deve ser “defendida” por armas,
mas guardada por conhecimento!
IV. O PRECEDENTE HISTÓRICO: O TRATADO DE TORDESILHAS
Aqui emerge um ponto deliberadamente provocador e civilizacional.
O Tratado de Tordesilhas (1494) não foi apenas um acordo político entre Portugal e Espanha.
Foi — ainda que de forma rudimentar — uma tentativa de ordenação global, num mundo que começava a tornar-se planetário! Hoje, o mundo voltou a esse ponto crítico.
Mas agora:
• O planeta é conhecido
• O clima é frágil
• A tecnologia é perigosa
• A consciência ainda é insuficiente!
Portugal e Espanha, enquanto nações fundadoras da primeira globalização, têm legitimidade histórica, ética e simbólica para:
• Defender a despolitização da Gronelândia
• Propor um Estatuto Científico-Civilizacional Internacional
• Relembrar ao mundo que o planeta não é propriedade, é responsabilidade!
Não como império.
Mas como consciência histórica!
V. PROPOSTA CIVILIZACIONAL
Este manifesto propõe:
1. Retirada da Gronelândia da lógica de disputa geopolítica
2. Reconhecimento da Gronelândia como Património Científico Planetário
3. Gestão internacional científica, não militar
4. Moratória absoluta de exploração predatória
5. Criação de um Conselho Civilizacional do Ártico, composto por cientistas, climatólogos, filósofos da ciência e representantes dos povos originários
6. Portugal e Espanha como proponentes simbólicos, não dominadores, retomando o espírito — corrigido e amadurecido — de Tordesilhas!
VI. DECLARAÇÃO FINAL.
A Gronelândia não pertence aos EUA.
Não pertence à Europa.
Não pertence ao mercado.
Não pertence às armas.
Pertence ao futuro da Humanidade.
Se falharmos aqui, falharemos em Marte, na Lua e em nós próprios!
A civilização que transformar a Gronelândia num campo de disputa
não merece sobreviver ao século!
A civilização que a reconhecer como órgão vivo do planeta
dará o primeiro passo para se tornar uma civilização adulta.
Jacinto Alves, escritor e investigador em CI – Ciência Informacional)
ECLETA - ACADEMIA DE ESTUDOS ECLÉTICOS DE PORTUGAL.
Imagem gerada pela INI - Inteligência Natural Informacional.