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domingo, 11 de janeiro de 2026

Tantojutsu

 Tantojutsu



A arte da luta com facas japonesa é uma espécie de "santo graal" entre os praticantes de artes marciais. Eu mesmo já investi uma boa quantia em informações sobre essa subdisciplina esotérica do bujutsu.


Um dos motivos para tanto interesse nessa arte é a sua aparente aplicabilidade às necessidades modernas. Observe ao seu redor na próxima vez que estiver na rua e veja quantas pessoas carregam canivetes presos aos bolsos ou à cintura. Outras artes marciais com facas — Sayoc Kali, escrima, arnis, etc. — de outras partes do mundo ganharam popularidade, mas pouco se sabe sobre as artes japonesas. Isso levou alguns a acreditarem que o tantojutsu é uma arte supersecreta e invencível. Como sempre, há quem se disponha a repassar fraudulentamente os "segredos" de técnicas fictícias. Outros afirmam que o tantojutsu é uma arte desonrosa, inextricavelmente ligada ao submundo da Yakuza japonesa.


A verdade, como de costume, é outra. O tantojutsu certamente existe como parte dos ensinamentos de vários ryu, mas não necessariamente da maneira que muitos não japoneses esperam. Podemos perceber pela arte contemporânea que a habilidade de usar a grande faca de combate era muito importante para os samurais em períodos anteriores da história. Há diversas pinturas, biombos e similares mostrando samurais lutando com invasores mongóis, derrubando-os e finalizando-os com o robusto tanto. Parece até que a faca era a arma preferida nesses confrontos corpo a corpo, mesmo em relação à espada. A chave para a verdade reside nessas evidências nas ações de luta dos guerreiros envolvidos. Em vez de ser uma arte distinta e independente (pense em arco e flecha versus esgrima), muitas técnicas de luta com faca eram ensinadas como um complemento às habilidades de jujutsu. O Takenouchi Ryu, uma das escolas de jujutsu mais antigas, incorpora técnicas de faca e espada curta. Curiosamente, muitas técnicas formais são, na verdade, de natureza defensiva e pressupõem um certo conhecimento do uso da faca. Na verdade, a técnica com faca provavelmente recebia uma breve descrição do professor para que o defensor pudesse aplicar a técnica "correta" para contra-atacar. Muitos praticantes de artes marciais modernas costumam pensar que o "defensor" em um kata específico é o único foco da técnica, mas nas artes marciais tradicionais, ambos os lados têm lições importantes a serem assimiladas pelos participantes. O Bujinkan não possui técnicas específicas de tantojutsu, mas ensina os praticantes a usar facas em conjunto com suas técnicas de combate desarmado. Essa provavelmente era a prática comum ao longo da história. A faca aumenta a eficácia das técnicas de artes marciais e é especialmente útil se usada de forma furtiva em um confronto.


As técnicas de Tanto também eram ensinadas em conjunto com as técnicas de espada. Os espadachins aprendem rapidamente que o segredo de sua arte reside no tempo e na distância, ditados pelo comprimento da lâmina. O Tanto tradicional era uma faca de combate feita especificamente para esse fim, não uma ferramenta, e era considerado a menor espada verdadeira. Portanto, a distinção entre usar a espada e usar a faca não era tão grande para os espadachins. Muitas escolas de espada ensinavam técnicas específicas para espadas curtas, a fim de melhor aproveitar as qualidades únicas do comprimento da lâmina. Muitas escolas ensinam que armas curtas, mesmo facas, são, na verdade, a melhor maneira de se defender de armas longas, como lanças.


Possuo uma gravação em vídeo das técnicas de Tantojutsu da Yanagi Ryu, que parecem ser tão demonstrativas das técnicas gerais de faca quanto qualquer arte marcial pode ser. As técnicas de faca parecem preencher uma lacuna entre o Kenjutsu (espadas) e o jujutsu. As técnicas da Yanagi Ryu também parecem compartilhar um padrão comum. O defensor primeiro usa a faca contra o membro atacante (geralmente nas articulações) e, em seguida, mira em uma área vital. Após uma análise cuidadosa, é possível observar que as áreas vitais do alvo — garganta, rins, artéria subclávia, artéria femoral, tendão de Aquiles, etc. — também estavam expostas através das aberturas na armadura do samurai. Isso é bastante típico das técnicas de artes marciais japonesas, que frequentemente são projetadas para serem usadas contra oponentes com ou sem armadura. Essas características coincidem com algumas outras técnicas de tanto que cataloguei em outras fontes.


Não se trata de que o tantojutsu seja uma arte deliberadamente oculta. Não é que ele não exista. E o tantojutsu não faz parte de uma organização secreta clandestina. Simplesmente, o "tantojutsu" integra diversas tradições de artes marciais japonesas, e não é geralmente uma arte marcial separada e distinta. As informações disponíveis sobre as demais técnicas de tanto são frequentemente ignoradas e mal interpretadas.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Cocada com rapadura... é mole de fazer essa menina

 

Cocada com rapadura... é mole de fazer essa menina

Essa vai para os formigões de plantão. Estava eu numa malé-molença baianistica, querendo fazer um docinho para sobremesa, quando me lembrei da cocada com rapadura, que é uma delícia e dá um mínimo de trabalho para fazer. É assim:

Cocada com rapadura

500gr de rapadura
500gr de coco fresco ralado
2 col. (sopa) açúcar
50ml de água
cravo da índia a gosto

Em uma panela coloque a rapadura picada juntamente com a água para derreter. Após o completo derretimento da rapadura junte o coco ralado mexa por aproximadamente vinte minutos ou até que o coco esteja cozido e você veja o fundo da panela só então coloque os cravos. Retire do fogo, despeje em uma vasilha, espere esfriar e sirva.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Japão lança campanha de apoio infantil em meio a recordes de bullying e suicídios

 Japão lança campanha de apoio infantil em meio a recordes de bullying e suicídios



O Japão iniciou uma campanha para encorajar crianças a dialogar com adultos sobre seus problemas. A iniciativa surge em um cenário de aumento recorde de casos de bullying, evasão escolar e suicídios entre estudantes

Japão incentiva crianças a buscar ajuda contra problemas (imagem ilustrativa/PM)


O Japão lançou uma campanha para incentivar as crianças a conversar sobre seus problemas com adultos, em um esforço para abordar as crescentes questões de ansiedade, bullying e suicídio.Sob a nova campanha, voluntários da Agência para Crianças e Famílias, um dos órgãos administrativos do Japão, teriam como objetivo criar ambientes onde as crianças pudessem consultar adultos confortavelmente quando estiverem em dificuldades, disseram funcionários da agência.


A campanha foi lançada em meio ao aumento de casos de bullying, evasão escolar e suicídios entre estudantes do ensino fundamental, médio e colegial.Estatísticas preocupantes e primeiras medidas

Um recorde de 527 estudantes do ensino fundamental e médio tiraram a própria vida em 2024, de acordo com dados do Ministério da Saúde, mesmo com a taxa geral de suicídio no Japão tendo diminuído.


O total de casos de bullying relatados em escolas de ensino fundamental, médio e de necessidades especiais no mesmo ano atingiu 769.022, o maior número já registrado e um aumento de cerca de 5% em relação ao ano anterior.


A campanha foi lançada no outono de 2024 com 30 funcionários para diminuir a barreira psicológica ao aconselhamento.Promoção de diálogo e acesso à informação

O grupo criou desenhos e vídeos promovendo a mensagem de que “consultar não é vergonhoso nem sinal de fraqueza” após intercâmbio direto com crianças e organizações que apoiam crianças em todo o Japão, e ouvindo suas opiniões e experiências.



Os desenhos e vídeos foram disponibilizados publicamente no site da Agência para Crianças e Famílias, para que qualquer pessoa possa acessá-los.


“Queremos que eles ganhem experiência em consultar alguém, mesmo que seja um pequeno problema”, disse um funcionário da agência.Atividades de extensão e conscientização comunitária

Em dezembro de 2025, a equipe do projeto realizou uma atividade de extensão em uma partida da Liga Profissional de Futebol do Japão (J League) em Chofu (Tóquio), em cooperação com o FC Tóquio.


Em um estande montado no local, as crianças foram incentivadas a pensar nas pessoas a quem recorrem quando enfrentam problemas.


Elas foram levadas a colocar bolas em caixas rotuladas com figuras familiares como “família” e “professor escolar”. Também lhes foi pedido que considerassem outros adultos a quem poderiam recorrer, incluindo professores escolares e membros da comunidade local.


A atividade foi projetada para reduzir a resistência psicológica das crianças em buscar ajuda, normalizando as conversas sobre preocupações pessoais.



Fonte: The Independent

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Nanakusagayu: o poderoso mingau das 7 ervas para começar o ano com saúde

 Nanakusagayu: o poderoso mingau das 7 ervas para começar o ano com saúde

 Tradições do Japão, Culinária



Nanakusagayu é um exemplo perfeito de como a culinária japonesa une espiritualidade, sazonalidade e cuidados com a saúde. Tem receita!Foto ilustrativa do mingau tradicional (PM)


No dia 7 de janeiro, o Japão celebra uma tradição milenar: saborear uma tigela do Nanakusagayu (七草がゆ). Mais do que uma refeição, este mingau nutritivo é um ritual para purificar o organismo e atrair longevidadeNesta época, os supermercados japoneses ficam repletos de kits contendo as sete ervas típicas da transição do inverno para a primavera. Para encontrar, basta procurar pela embalagem com os ideogramas 七草 (lê-se nanakusa).Conheça as 7 ervas e suas propriedades

Cada ingrediente tem um propósito específico para o seu bem-estar:


Seri (Salsa japonesa): Eleva a temperatura corporal, auxilia o fígado e ajuda a reduzir o colesterol. Rica em vitaminas B2, C e cálcio.

Nazuna (bolsa-de-pastor): Utilizada na medicina tradicional para baixar a febre, tem efeito diurético e auxilia a saúde feminina.

Hahakogusa (jersey cudweed): Erva muito popular na Ásia, usada para fortalecer o organismo e em receitas tradicionais como o kusamochi.

Hakobera (morugem): No Japão, é valorizada por suas propriedades medicinais contra artrite, bronquite e reumatismo.

Hotokenoza (koonitabirako): Conhecida cientificamente como Youngia japonica, é essencial para o equilíbrio da receita.

Suzuna (nabo redondo): Suas folhas são ricas em vitaminas A, C e fibras, enquanto a raiz atua como um purificador do sangue e anti-inflamatório.

Suzushiro (nabo daikon): Excelente para combater a tosse e fortalecer ossos, unhas e dentes, graças ao alto teor de cálcio e potássio.Por que servir o Nanakusagayu?

Embora a origem do Nanakusagayu seja chinesa, o costume se consolidou no Japão desde a Era Heian. O objetivo é duplo: espiritual, para afastar infortúnios e desejar vida longa; e fisiológico, para dar um descanso merecido ao sistema digestivo após os excessos de comida e bebida das festas de Ano Novo. É a maneira perfeita de “encerrar” o modo festivo e iniciar o ano com energia renovada.10 benefícios do Nanakusagayu

Pele: Ganha mais brilho e viço.

Energia: Aumento imediato da disposição.

Longevidade: Nutrientes que protegem as células.

Conforto: Sensação de saciedade sem peso.

Desintoxicação: Melhora do sistema urinário.

Digestão: Combate a azia e o mal-estar gástrico.

Imunidade: Ajuda na prevenção de gripes.

Nutrição: Alimento completo que afasta a fome.

Hidratação: Repõe os líquidos do corpo.

Intestino: As fibras ajudam a combater a prisão de ventre.

Receita de Nanakusagayu

(para 4 pessoas)

Imagem ilustrativa (IA)



Ingredientes:


1 copo de arroz branco

1 kit de nanakusa (as 7 ervas)

1 ½ colher (chá) de sal (marinho ou do Himalaia)

Gergelim preto e branco a gosto

900 ml de água

Modo de Preparo:


Lave o arroz normalmente.

Em uma panela (preferencialmente de barro ou cerâmica), coloque o arroz e a água. Leve ao fogo alto.

Assim que ferver, abaixe o fogo para o mínimo e cozinhe por 30 a 40 minutos. Se começar a derramar, deixe a tampa levemente entreaberta.

Enquanto o arroz cozinha, ferva água em outra panela. Mergulhe as ervas rapidamente (branqueamento), retire e corte-as em pedaços pequenos.

Faltando 5 minutos para o fim do cozimento do arroz, adicione o sal e as ervas picadas. Mexa delicadamente.

Desligue o fogo e deixe descansar por um minuto.

Dica de ouro: Se desejar um toque extra, finalize com um fio de azeite de oliva e o gergelim sobre o Nanakusagayu.


Bom apetite e muita saúde no seu Ano Novo!


🎥

Assista ao vídeo desta notícia



terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Higiene em restaurantes: mulher permite que cão coma em prato e enfrenta ação judicial

 Higiene em restaurantes: mulher permite que cão coma em prato e enfrenta ação judicial

Uma chinesa filmou seu cão de estimação comendo diretamente de um prato, em um famoso restaurante de hotpot em Pequim, gerando indignação online. O estabelecimento fechou temporariamente para esterilização e prometeu processar a mulher.

Chinesa é processada por deixar cão comer em restaurante (imagem ilustrativa/PM)



Uma chinesa está enfrentando um processo judicial após incentivar seu cão de estimação a comer rolinhos de carneiro diretamente de um prato, em um famoso restaurante de hotpot em Pequim. O incidente teria ocorrido em uma filial do Nanmen Hotpot no dia 16 de dezembro.

Em um vídeo postado pela mulher dona do cão é possível vê-la incentivando o animal de estimação a comer diretamente de um prato.


“Francamente, eu nem sei qual o sabor dos rolinhos de carneiro porque meu cão comeu todos. O prato está completamente vazio agora”, diz a mulher.

“Como posso elogiar meu cão? Simplesmente incrível”, ela continua no vídeo.


O vídeo viralizou e provocou indignação online.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Uma morte e sete internações por engasgo com mochi em idosos

 Uma morte e sete internações por engasgo com mochi em idosos

 



Tradicional bolinho de arroz japonês, o mochi, causa preocupação. Sete idosos foram levados ao hospital por engasgo, resultando em uma morte.O Departamento de Bombeiros de Tóquio informou, no domingo (4), que sete homens e mulheres, com idades entre 80 e 96 anos, foram levados ao hospital após engasgar com mochi nos três primeiros dias do ano novo.Uma delas, uma mulher, na faixa dos 80, morreu. De acordo com o departamento de bombeiros, a idosa engasgou com daifuku (bolinho de arroz) em sua casa, em Minato (Tóquio), por volta da 1h10, no dia 1º de janeiro. Ela foi levada às pressas para o hospital, mas foi declarada morta na chegada.


No ano passado, durante o mesmo período, nove pessoas foram levadas a hospitais em Tóquio após engasgar com mochi. Duas delas morreram posteriormente.Recomendações de segurança e tradição

As autoridades de saúde têm apelado à cautela contra acidentes relacionados ao mochi, como umedecer a garganta com chá ou sopa antes de comer mochi, cortá-lo em pedaços pequenos e fáceis de comer, e não engoli-lo com pressa, mas mastigá-lo lentamente antes.


Durante o período de ano-novo, as famílias tradicionalmente preparam a sopa ozoni e colocam os bolinhos de arroz no caldo de legumes.


Fonte: JT



sábado, 3 de janeiro de 2026

O SAL QUE ESCUTA O CÉU :

 O SAL QUE ESCUTA O CÉU :

Magia Folclórica e a Leitura do Tempo


Na magia folclórica, o sal nunca foi apenas tempero: é guardião, oráculo silencioso e espelho da natureza. Em muitas tradições populares, especialmente nas zonas rurais, pedras ou punhados de sal grosso eram colocados ao sereno como forma de ler os sinais do tempo que viria. Não se tratava de superstição vazia, mas de uma observação mágica do diálogo entre a terra e o céu.


Ao cair da noite, o sal era disposto sobre um pires, telha ou pedra, sempre em local aberto, onde pudesse receber o sopro da lua, o frio da madrugada e o toque invisível da umidade do ar. Cada pedra representava um dia, uma semana ou um momento específico a ser observado. O silêncio era parte do ritual: acreditava-se que o sal “escuta” melhor quando não é perturbado.


Ao amanhecer, vinha a leitura. Se o sal permanecesse seco e íntegro, era sinal de tempo firme, céu aberto e estabilidade. Se começasse a suar, amolecer ou formar pequenas poças de água, anunciava chuvas, neblina ou mudanças repentinas. Quando o sal se dissolvia rapidamente, os antigos diziam que o tempo viria carregado, com temporais ou dias pesados de umidade. Assim, o sal traduzia em forma visível aquilo que o ar já sussurrava.


Essa prática unia magia e sabedoria natural. O sal, por sua natureza higroscópica, reage à umidade, mas no imaginário folclórico ele fazia mais do que reagir: ele revelava. Era um pacto simples entre o humano e os ciclos do mundo, onde prever o tempo significava também respeitar seus ritmos.


Até hoje, esse costume sobrevive como memória ancestral e gesto simbólico. Colocar o sal no sereno é lembrar que a magia folclórica nasce da atenção, da escuta e da convivência íntima com a natureza. É reconhecer que, antes dos instrumentos modernos, o povo lia o futuro nas pequenas coisas  e o céu falava através de um grão branco deixado em silêncio sob as estrelas.


Escrito por Sacerdotisa  Negah San




ORAÇÃO PODEROSA PARA RECEBER UM MILAGRE

  ORAÇÃO PODEROSA PARA RECEBER UM MILAGRE Ó DEUS MILAGROSO, QUANDO LEMBRO DOS TEUS FEITOS, NASCE UMA FÉ EM MEU INTERIOR, POIS SEI QUE ÉS UM ...