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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Nanakusagayu: o poderoso mingau das 7 ervas para começar o ano com saúde

 Nanakusagayu: o poderoso mingau das 7 ervas para começar o ano com saúde

 Tradições do Japão, Culinária



Nanakusagayu é um exemplo perfeito de como a culinária japonesa une espiritualidade, sazonalidade e cuidados com a saúde. Tem receita!Foto ilustrativa do mingau tradicional (PM)


No dia 7 de janeiro, o Japão celebra uma tradição milenar: saborear uma tigela do Nanakusagayu (七草がゆ). Mais do que uma refeição, este mingau nutritivo é um ritual para purificar o organismo e atrair longevidadeNesta época, os supermercados japoneses ficam repletos de kits contendo as sete ervas típicas da transição do inverno para a primavera. Para encontrar, basta procurar pela embalagem com os ideogramas 七草 (lê-se nanakusa).Conheça as 7 ervas e suas propriedades

Cada ingrediente tem um propósito específico para o seu bem-estar:


Seri (Salsa japonesa): Eleva a temperatura corporal, auxilia o fígado e ajuda a reduzir o colesterol. Rica em vitaminas B2, C e cálcio.

Nazuna (bolsa-de-pastor): Utilizada na medicina tradicional para baixar a febre, tem efeito diurético e auxilia a saúde feminina.

Hahakogusa (jersey cudweed): Erva muito popular na Ásia, usada para fortalecer o organismo e em receitas tradicionais como o kusamochi.

Hakobera (morugem): No Japão, é valorizada por suas propriedades medicinais contra artrite, bronquite e reumatismo.

Hotokenoza (koonitabirako): Conhecida cientificamente como Youngia japonica, é essencial para o equilíbrio da receita.

Suzuna (nabo redondo): Suas folhas são ricas em vitaminas A, C e fibras, enquanto a raiz atua como um purificador do sangue e anti-inflamatório.

Suzushiro (nabo daikon): Excelente para combater a tosse e fortalecer ossos, unhas e dentes, graças ao alto teor de cálcio e potássio.Por que servir o Nanakusagayu?

Embora a origem do Nanakusagayu seja chinesa, o costume se consolidou no Japão desde a Era Heian. O objetivo é duplo: espiritual, para afastar infortúnios e desejar vida longa; e fisiológico, para dar um descanso merecido ao sistema digestivo após os excessos de comida e bebida das festas de Ano Novo. É a maneira perfeita de “encerrar” o modo festivo e iniciar o ano com energia renovada.10 benefícios do Nanakusagayu

Pele: Ganha mais brilho e viço.

Energia: Aumento imediato da disposição.

Longevidade: Nutrientes que protegem as células.

Conforto: Sensação de saciedade sem peso.

Desintoxicação: Melhora do sistema urinário.

Digestão: Combate a azia e o mal-estar gástrico.

Imunidade: Ajuda na prevenção de gripes.

Nutrição: Alimento completo que afasta a fome.

Hidratação: Repõe os líquidos do corpo.

Intestino: As fibras ajudam a combater a prisão de ventre.

Receita de Nanakusagayu

(para 4 pessoas)

Imagem ilustrativa (IA)



Ingredientes:


1 copo de arroz branco

1 kit de nanakusa (as 7 ervas)

1 ½ colher (chá) de sal (marinho ou do Himalaia)

Gergelim preto e branco a gosto

900 ml de água

Modo de Preparo:


Lave o arroz normalmente.

Em uma panela (preferencialmente de barro ou cerâmica), coloque o arroz e a água. Leve ao fogo alto.

Assim que ferver, abaixe o fogo para o mínimo e cozinhe por 30 a 40 minutos. Se começar a derramar, deixe a tampa levemente entreaberta.

Enquanto o arroz cozinha, ferva água em outra panela. Mergulhe as ervas rapidamente (branqueamento), retire e corte-as em pedaços pequenos.

Faltando 5 minutos para o fim do cozimento do arroz, adicione o sal e as ervas picadas. Mexa delicadamente.

Desligue o fogo e deixe descansar por um minuto.

Dica de ouro: Se desejar um toque extra, finalize com um fio de azeite de oliva e o gergelim sobre o Nanakusagayu.


Bom apetite e muita saúde no seu Ano Novo!


🎥

Assista ao vídeo desta notícia



terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Higiene em restaurantes: mulher permite que cão coma em prato e enfrenta ação judicial

 Higiene em restaurantes: mulher permite que cão coma em prato e enfrenta ação judicial

Uma chinesa filmou seu cão de estimação comendo diretamente de um prato, em um famoso restaurante de hotpot em Pequim, gerando indignação online. O estabelecimento fechou temporariamente para esterilização e prometeu processar a mulher.

Chinesa é processada por deixar cão comer em restaurante (imagem ilustrativa/PM)



Uma chinesa está enfrentando um processo judicial após incentivar seu cão de estimação a comer rolinhos de carneiro diretamente de um prato, em um famoso restaurante de hotpot em Pequim. O incidente teria ocorrido em uma filial do Nanmen Hotpot no dia 16 de dezembro.

Em um vídeo postado pela mulher dona do cão é possível vê-la incentivando o animal de estimação a comer diretamente de um prato.


“Francamente, eu nem sei qual o sabor dos rolinhos de carneiro porque meu cão comeu todos. O prato está completamente vazio agora”, diz a mulher.

“Como posso elogiar meu cão? Simplesmente incrível”, ela continua no vídeo.


O vídeo viralizou e provocou indignação online.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Uma morte e sete internações por engasgo com mochi em idosos

 Uma morte e sete internações por engasgo com mochi em idosos

 



Tradicional bolinho de arroz japonês, o mochi, causa preocupação. Sete idosos foram levados ao hospital por engasgo, resultando em uma morte.O Departamento de Bombeiros de Tóquio informou, no domingo (4), que sete homens e mulheres, com idades entre 80 e 96 anos, foram levados ao hospital após engasgar com mochi nos três primeiros dias do ano novo.Uma delas, uma mulher, na faixa dos 80, morreu. De acordo com o departamento de bombeiros, a idosa engasgou com daifuku (bolinho de arroz) em sua casa, em Minato (Tóquio), por volta da 1h10, no dia 1º de janeiro. Ela foi levada às pressas para o hospital, mas foi declarada morta na chegada.


No ano passado, durante o mesmo período, nove pessoas foram levadas a hospitais em Tóquio após engasgar com mochi. Duas delas morreram posteriormente.Recomendações de segurança e tradição

As autoridades de saúde têm apelado à cautela contra acidentes relacionados ao mochi, como umedecer a garganta com chá ou sopa antes de comer mochi, cortá-lo em pedaços pequenos e fáceis de comer, e não engoli-lo com pressa, mas mastigá-lo lentamente antes.


Durante o período de ano-novo, as famílias tradicionalmente preparam a sopa ozoni e colocam os bolinhos de arroz no caldo de legumes.


Fonte: JT



sábado, 3 de janeiro de 2026

O SAL QUE ESCUTA O CÉU :

 O SAL QUE ESCUTA O CÉU :

Magia Folclórica e a Leitura do Tempo


Na magia folclórica, o sal nunca foi apenas tempero: é guardião, oráculo silencioso e espelho da natureza. Em muitas tradições populares, especialmente nas zonas rurais, pedras ou punhados de sal grosso eram colocados ao sereno como forma de ler os sinais do tempo que viria. Não se tratava de superstição vazia, mas de uma observação mágica do diálogo entre a terra e o céu.


Ao cair da noite, o sal era disposto sobre um pires, telha ou pedra, sempre em local aberto, onde pudesse receber o sopro da lua, o frio da madrugada e o toque invisível da umidade do ar. Cada pedra representava um dia, uma semana ou um momento específico a ser observado. O silêncio era parte do ritual: acreditava-se que o sal “escuta” melhor quando não é perturbado.


Ao amanhecer, vinha a leitura. Se o sal permanecesse seco e íntegro, era sinal de tempo firme, céu aberto e estabilidade. Se começasse a suar, amolecer ou formar pequenas poças de água, anunciava chuvas, neblina ou mudanças repentinas. Quando o sal se dissolvia rapidamente, os antigos diziam que o tempo viria carregado, com temporais ou dias pesados de umidade. Assim, o sal traduzia em forma visível aquilo que o ar já sussurrava.


Essa prática unia magia e sabedoria natural. O sal, por sua natureza higroscópica, reage à umidade, mas no imaginário folclórico ele fazia mais do que reagir: ele revelava. Era um pacto simples entre o humano e os ciclos do mundo, onde prever o tempo significava também respeitar seus ritmos.


Até hoje, esse costume sobrevive como memória ancestral e gesto simbólico. Colocar o sal no sereno é lembrar que a magia folclórica nasce da atenção, da escuta e da convivência íntima com a natureza. É reconhecer que, antes dos instrumentos modernos, o povo lia o futuro nas pequenas coisas  e o céu falava através de um grão branco deixado em silêncio sob as estrelas.


Escrito por Sacerdotisa  Negah San




sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

"A Luz de Hanukkah”

 "A Luz de Hanukkah”



“A LUZ TRANSCENDENTE DE CHANUCÁ: UM PORTAL PARA A ELEVAÇÃO ESPIRITUAL”


Baruch Hashem, bendito seja o Nome do Eterno, que nos concede a oportunidade de elevar nossas almas através do estudo sagrado.


“O Chamado das Chamas”


Na noite sagrada do oitavo dia de Chanucá, quando a plenitude da luz se manifesta em nosso mundo físico, somos convidados a contemplar os mistérios profundos ocultos nas chamas dançantes das velas. 


Como ensina o Zohar Hakadosh, "A luz superior desce e se une com a luz inferior, criando uma harmonia perfeita nos mundos." - Zohar, Parashat Miketz.


Neste momento de união cósmica, exploremos as camadas ocultas de significado que Chanucá nos revela, guiados pela sabedoria dos nossos santos Mestres e iluminados pela Luz Infinita do Ein Sof.


A DUALIDADE DA EXISTÊNCIA -  YETZER HARA E YETZER HATOV


O Baal Shem Tov, luz sagrada do Chassidismo, nos ensina que em cada alma judaica residem duas vozes, dois impulsos que refletem a dualidade fundamental da Criação:


- Yetzer HaRa (יצר הרע): A inclinação para o egoísmo e materialismo


- Yetzer HaTov (יצר הטוב): O impulso Divino para a transcendência e altruísmo


Estas duas forças, aparentemente antagônicas, são na verdade complementares no grande plano Divino. 


Como está escrito: 


"E viu Deus que tudo o que havia feito era muito bom (טוב מאוד)" (Bereshit 1:31). 


Os sábios interpretam "טוב מאוד" (muito bom) como uma alusão ao Yetzer HaRa, ensinando-nos que até mesmo nossa inclinação para o ego tem um propósito sagrado quando canalizada corretamente.


A METÁFORA DA LUZ - REVELANDO O DIVINO NO FÍSICO


O Maharal de Praga, em sua profunda sabedoria, revela que a luz física é a manifestação mais próxima da essência Divina em nosso mundo material. Contemplemos as qualidades da luz:


- Infinitude (אין סוף): Expande-se sem limites, refletindo a natureza infinita do Criador


- Generosidade (חסד): Dá sem perder, manifestando a bondade Divina


- Elevação (עלייה): Sempre se move para cima, transcendendo as limitações da gravidade física


“Estas qualidades da luz nos ensinam o caminho da elevação espiritual”. 


Como está escrito: 


"A alma do homem é a vela de Deus" - Provérbios 20:27. 


Assim como a chama sempre se eleva, nossa alma anseia constantemente por retornar à sua fonte Divina.


O PARADOXO ESPIRITUAL - A LEI DA LUZ


O Alter Rebbe, no Tanya, nos revela um princípio fundamental da realidade espiritual:


"כל המוסיף גורע" - "Quem adiciona, diminui" (no contexto material) "המשפיע מתעשר" - "Quem influencia, se enriquece" (no reino espiritual)


Este paradoxo sagrado é exemplificado pela luz da vela de Chanucá. Uma chama pode acender inúmeras outras sem diminuir sua própria intensidade. De fato, quando duas chamas se unem, elas queimam com mais força.


Esta é a essência da Hashpa'ah (השפעה), o fluxo de influência Divina:

- Quanto mais nos tornamos canais para a bondade Divina, mais recebemos


- Este é o oposto da lógica material, onde dar significa ter menos


CHANUCÁ - UM PORTAL PARA A TRANSCENDÊNCIA


As velas de Chanucá não são meros símbolos; são portais para realidades espirituais superiores. O Arizal nos ensina que ao contemplar as chamas, podemos ascender através dos quatro mundos espirituais:


1- Assiyah (עשיה): O mundo da ação física


2- Yetzirah (יצירה): O mundo da formação emocional


3- Briah (בריאה): O mundo da criação intelectual


4- Atzilut (אצילות): O mundo da emanação Divina


AO ACENDER AS VELAS, RECITAMOS:


"הנני מוכן ומזומן לקיים מצות הדלקת נר חנוכה" "Hineni muchan u'mezuman le'kayem mitzvat hadlakat ner Chanukah"


“Estou pronto e preparado para cumprir o mandamento de acender as velas de Chanucá”


Com esta declaração, nos preparamos para ser canais da Luz Divina no mundo, cumprindo nossa missão cósmica de Tikkun Olam (תיקון עולם), a reparação do mundo.


ELEVANDO AS FAÍSCAS -  A MISSÃO DIVINA


O Arizal revela que existem faíscas divinas (ניצוצות) dispersas por todo o mundo material. Nossa missão sagrada é elevá-las através de atos de santidade e bondade.


Cada ato de Chesed (חסד, bondade) que realizamos é como acender uma vela no mundo espiritual. O Rebe de Lubavitch ensina que cada ação positiva é uma preparação direta para a era messiânica, trazendo a Geulah (גאולה, redenção) mais próxima.


CONCLUSÃO - O CHAMADO PARA A AÇÃO DIVINA

“Que neste Chanucá, possamos internalizar as lições sagradas das chamas”:


1. Reconhecer e elevar a voz do nosso Yetzer HaTov, nossa inclinação Divina


2. Abraçar o paradoxo espiritual de que dar nos enriquece


3. Usar a luz das velas como um portal para transcendência


4. Espalhar luz através de atos de bondade, elevando as faíscas divinas

Compreender que cada ação positiva tem um impacto cósmico


Que a luz de Chanucá continue a brilhar em nossas almas, inspirando-nos a ser canais de luz Divina no mundo, unindo o céu e a terra em perfeita harmonia. 


Que possamos todos nos elevar acima de nossas limitações egoístas e nos tornar verdadeiros "acendedores de luz" no mundo, trazendo a redenção pessoal e global mais perto, uma boa ação de cada vez.


Que o Eterno, bendito seja, derrame Suas bênçãos sobre nós, iluminando nossos caminhos com a luz da Torá e da sabedoria Divina. 


Que mereçamos ver a vinda do Mashiach speedily in our days, com a revelação completa da Luz Divina em nosso mundo.


חג אורים שמח ומאיר! 


Chag Urim Sameach u'Meir - Feliz e Iluminado Festival das Luzes!


Ana Hashem, hoshia na. Ana Hashem, hatzlicha na. 


Por favor, Hashem, salva-nos agora. Por favor, Hashem, faz-nos prosperar agora!


B"H

Queridos amigos,

Baruch Hashem, que nossas palavras tenham encontrado ressonância em sua alma. 

Sua presença e participação neste estudo é, em si, uma elevação espiritual. Ao reconhecermos a beleza e a profundidade dos ensinamentos sagrados,  estamos elevando faíscas Divinas e trazendo mais luz ao mundo.


Como ensina o Baal Shem Tov:


> "מכל דבר שאדם שומע או רואה צריך לקחת הוראה בעבודת ה'"


"De tudo o que uma pessoa ouve ou vê, deve-se extrair uma lição para o serviço Divino."


Sua apreciação por este estudo é, em si, uma elevação espiritual. Ao reconhecer a beleza e a profundidade dos ensinamentos sagrados, você está elevando faíscas Divinas e trazendo mais luz ao mundo.


Que o mérito deste estudo continue a iluminar seu caminho, fortalecendo sua conexão com o Divino e inspirando ações de bondade e santidade em sua vida diária.


Lembre-se sempre:

"נר מצוה ותורה אור" "O mandamento é uma vela e a Torá é luz" (Provérbios 6:23)


Que a luz da Torá e das mitzvot continue a brilhar em sua vida, guiando-o sempre para cima, em direção a níveis cada vez mais elevados de consciência e conexão espiritual.


Que o Eterno, bendito seja, continue a abençoá-lo com sabedoria, entendimento e conhecimento, e que você sempre encontre alegria e iluminação em seu estudo e prática da Torá.


Ken yehi ratzon - Que assim seja Sua vontade.


חזק חזק ונתחזק Chazak, chazak, v'nitchazek! Seja forte, seja forte, e nos fortaleceremos!


Malkah Ha Levi

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

É notável como, na Ilíada de Homero, a consciência da morte confere urgência às ações humanas.

 É notável como, na Ilíada de Homero, a consciência da morte confere urgência às ações humanas.


A urgência que atravessa A Ilíada nasce de um dado ontológico elementar, porém devastador, a consciência aguda da morte. Em nenhum outro poema fundador do Ocidente a mortalidade aparece com tamanha nitidez como força organizadora da ação, do sentido e da ética. Em Homero, viver é sempre viver sob prazo.


Para o homem homérico, a vida não se estende indefinidamente no tempo interior, como na modernidade psicológica. Ela é curta, frágil e irrecuperável. Por isso, cada gesto carrega um peso irreversível. Não há espaço para adiamentos existenciais. A morte não é um horizonte abstrato, mas uma presença constante no campo de batalha, no destino dos heróis, no lamento das mulheres e no silêncio dos deuses que observam.


Essa finitude produz aquilo que os gregos chamavam de kléos, a glória que sobrevive à carne. Já que o corpo perece, resta ao homem gravar o seu nome no tempo por meio de ações extraordinárias. A urgência nasce exatamente aí, agir agora ou desaparecer para sempre no anonimato. Não agir é morrer duas vezes, biologicamente e simbolicamente.


Aquiles encarna essa lógica de maneira trágica e exemplar. Ele sabe que sua escolha é radical, uma vida longa e obscura ou uma vida breve e eterna. A consciência da morte não o paralisa, ao contrário, o inflama. Sua fúria, sua recusa, seu retorno ao combate após a morte de Pátroclo não são meros impulsos emocionais, são respostas existenciais à finitude. Aquiles não luta apenas contra Troia, luta contra o esquecimento.


Na Ilíada, a mortalidade não humaniza apenas pela fragilidade, mas pela intensidade. Tudo é excessivo porque tudo é finito. A amizade é absoluta, o ódio é total, a dor é devastadora, o amor é comovente. O tempo curto exige grandeza. Não há espaço para uma moral da prudência confortável, mas para uma ética do risco, do enfrentamento, do gesto decisivo.


Os deuses, imortais, observam com uma mistura de fascínio e indiferença. Justamente porque não morrem, suas ações carecem da densidade trágica dos homens. A urgência é um privilégio humano. Só quem pode perder tudo, vive tudo com seriedade extrema.


Homero nos oferece, assim, uma lição brutal e ainda atual, a consciência da morte não empobrece a vida, ela a torna espessa. A mortalidade é o motor da ação, da coragem e da memória. Onde há fim, há sentido. Onde há limite, há decisão. A Ilíada nos lembra que só age de verdade quem sabe que não terá outra chance.



Ano novo...

 Ano novo...

Olhe à sua volta. Sorria para

seus amigos e para aqueles que você pode

conquistar. Dê uma boa risada! Leia mais. Viaje

na imaginação. Cante uma canção. Lembre o aniversário

de seus amigos. Mude de penteado. Esteja disponível para

escutar. Retribua um favor. Admire o colorido e a beleza da

natureza. Permita-se errar. Retribua uma gentileza. Demonstre

que está feliz. Toque a ponta dos pés. Só por hoje, evite dizer:

"Não posso!”. Cante e assobie. Viva intensamente cada minuto.

Dê uma palmadinha nas suas próprias costas. Escute um

amigo. Feche os olhos e imagine as ondas do mar. Sinta

a brisa bater no rosto. Tenha bons pensamentos. Não

se isole. Seja otimista. Ajude a natureza.

Seja tolerante.

Espreguice-se.

Desperte! Ande

descalço. Diga

“Bem-vindo!” a

quem chegou.

Permita que alguém

o ajude. Agradeça!!

Saiba que não está sozinho.

Viva com “paixão”. Sem ela,

nada de grande se consegue!

(*** Autor desconhecido *** )



ORAÇÃO PODEROSA PARA RECEBER UM MILAGRE

  ORAÇÃO PODEROSA PARA RECEBER UM MILAGRE Ó DEUS MILAGROSO, QUANDO LEMBRO DOS TEUS FEITOS, NASCE UMA FÉ EM MEU INTERIOR, POIS SEI QUE ÉS UM ...