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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

 

Prece à Oxum


Oxum eu te chamo!
Te chamo para que tenhamos dinheiro, fartura e prosperidade. Te chamo para que tenhamos saúde, paz e harmonia. Para que tenhamos uma vida serena, tranquila, saudável, de muito amor e compreensão.
Que as tuas bençãos caiam sobre todos nós e nos conceda a graça que tanto almejo para nossas vidas (fazer um pedido). Agradeço desde já, porque sei que tu estás a providenciar o que lhe peço.
Que assim seja e assim será.

Santa Tekavita: a primeira indígena canonizada pelo Vaticano

 

Santa Tekavita: a primeira indígena canonizada pelo Vaticano






É provável que alguém que tenha sido uma criança católica nos anos 1970, assim como eu fui, se lembre de um livrinho infantil gostoso de ler, "Tecavita - A Rosa Branca dos Iroqueses", sobre as virtudes de uma indiazinha que vivia na América do Norte na época da colonização.

Cá entre nós, confesso que eu sempre achei que esse "rosa branca" do título - e o rosto de uma menina caucasiana na capa - tinha um quê de racismo, mas a história era boa e a suspeita passava batida, até porque poderia ser apenas uma tradução (e edição) infeliz.

E não é que no último domingo, 21 de outubro de 2012, a Tekavita foi canonizada?

Pois é, agora é a Santa Tekavita, segundo informa o jornal português Público, com grafia lusitana, estranhamente na sua seção de economia (?!):

A primeira santa índia foi proclamada pelo Papa




Sete novos santos, entre os quais dois que de destacaram no apoio aos operários na Revolução Industrial
O Papa Bento XVI proclamou este domingo como santa Kateri Tekakwitha, a primeira ameríndia a ser canonizada pela Igreja Católica. Numa cerimónia em que canonizou mais seis novos santos, entre os quais uma espanhola defensora dos operários no século XIX, o Papa afirmou que aquela índia norte-americana foi firme “na sua vocação tão particular na sua cultura” e que, nela (reforma ortográfica pra quê?), “fé e cultura se enriqueceram mutuamente”.

Nascida em 1656 no que é hoje Nova Iorque, Kateri Tekakwitha morreu com 24 anos no actual Canadá, em 1680. Filha de pai da tribo Mohawk e de mãe Algonquin, Kateri impressionava os missionários do tempo, conta a Reuters, com a sua devoção e as suas práticas penitenciais.

Conhecida como a flor-de-lis dos Mohawks, oprimidos durante muito tempo, Kateri foi o centro, logo desde a sua morte, de uma grande devoção, que culminou com uma cura inexplicada de um menino ameríndio de 12 anos, em 2006. Jake Finkbonner, a criança em questão, esteve hoje na celebração na Praça de São Pedro do Vaticano, em Roma, acompanhado de centenas de pessoas da tribo Lummi e de outros ameríndios.

Na cerimónia, conta a agência Ecclesia, o Papa apelou a uma Igreja em constante “estado de serviço” à humanidade e a Deus. Referindo-se aos novos santos, disse que eles deviam ser “um encorajamento e um modelo” e acrescentou: “Com coragem heróica, eles consumiram a sua existência na consagração total a Deus e no serviço generoso aos irmãos. São filhos e filhas da Igreja, que escolheram a vereda do serviço seguindo o Senhor.”

A data foi escolhida porque a Igreja Católica celebrava hoje o Dia Mundial das Missões. Entre os novos santos, há dois mártires: Jacques Berthieu (1838-1896), padre jesuíta francês que morreu em Madagáscar, por não querer renunciar à sua fé; e Pedro Calungsod (1654-1672), catequista filipino morto em Guam por um pai que queria proibir o seu filho de ser baptizado. Pretexto para que o Papa lembrasse “os numerosos cristãos que são perseguidos por causa da sua fé nos dias de hoje”.

Conta a AFP que estava um belo sol outonal em Roma e que a cerimónia decorreu diante de muitos milhares de pessoas, com bandeiras americanas, canadianas, filipinas, italianas, espanholas, francesas e bávaras. Uma multidão muito internacional, muito alegre e de todas as idades, acrescenta a mesma fonte.

Os novos santos incluem ainda o padre italiano Giovanni Battista Piamarta (1841-1913), que ajudou os jovens operários durante a Revolução Industrial italiana do final do século XIX, e a espanhola Maria Carmela Sallés y Barangueras (1848-1911), freira que apoiou também as mulheres operárias da mesma época. O grupo de novos santos inclui ainda a norte-americana Barbara Cope (Madre Marianne de Molokai, 1838-1918), que se dedicou aos leprosos, e a leiga alemã Anna Schäffer (1882-1925). Todos eles, disse o Papa, entenderam “a necessidade de uma presença cultural e social do catolicismo no mundo moderno”.

Foi a décima vez que o actual Papa proclamou novos santos. No total, Bento XVI proclamou 44 novos santos, incluindo o português Nuno Álvares Pereira, em Abril de 2009.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Xangô Justiceiro Preces e Orações

 Xangô Justiceiro

Preces e Orações



PRECES

.Oh! Senhor dos Trovões. Pai da Justiça e da retidão. Orixá que abençoa os injustiçados e castiga os mentirosos e caluniadores. Defenda, meu Senhor, minha casa, minha família dos inimigos ocultos, dos ladrões e dos mentirosos. Oh! Xangô rogo-te as vibrações de amor e misericórdia, Pai da dinastia humana, livra-me de todo escândalo. Kaô Cabecilê!


.Senhor de Oyó. Pai justiceiro e dos incautos. Protetor da fé e da harmonia. Kaô Cabecilê do Trovão. Kaô Cabecilê da Justiça. Kaô Cabecilê, meu Pai Xangô. Morador no alto da pedreira. Dono de nossos destinos. Livrai-nos de todos os males. De todos os inimigos visíveis e invisíveis. Hoje e sempre, Kaô meu Pai!


.Salve Xangô! Orixá de grande força e harmonia.
Protetor dos injustiçados e advogados das boas causas.
Pedimos que nos envie um raio de luz e uma faísca de seu incomensurável poder, a fim de abrandarmos a violência de nossa manifestações de ódio e de rancor contra os nossos semelhantes. Mostrai-nos o caminho certo, para cumprirmos a missão que foi determinada pelo Pai. Se nossos erros ou nossas faltas nos desanimarem, deixai-nos sentir a sua presença, para seguir suas pegadas no caminho da fé e da caridade, para que assim possamos levar a Sua Justiça por toda a eternidade. Assim seja!

Kaô cabecilê, grita Zambi, e ecoa em todos os cantos da Terra, na força do Criador, Saravá Xangô Orixá maior, dono de todas as cabeças. Repicam os grandes Atabaques da Lei de Umbanda, Kaô cabecilê, Rei do Nagô, nós sentimos sob a força de vossa vibração os fluídos benéficos de tua luz. Rei da Justiça, soberano da Sabedoria, abre seus braços sobre nós e esclareça os nossos digirentes para que não se choquem em emoções pessoais. Kaô Cabecilê, vejo tua Pena de Ouro, tua Macahada, tua Chave, tua Sabedoria presentes neste Gongá. Senhor dai-nos força e perdoai-nos se vós o ofendemos com nossos atos ou palavras, oh Orixá da palavra e da escrita. Saravá todos os Xangôs, Kaô Alafim, Achê, Agojô, Agogô, Aganjú e Saravá Xangô Laiara é hoje dia de Xangô, Kaô , Alafim e Agojô te dedicamos este nosso Adarrum. Saravá Xangô Kaô Cabecilê. Que assim seja para todo e sempre!


ORAÇÕES

.Poderoso Orixá de Umbanda,
Pai, companheiro e guia.
Senhor do equilíbrio e da justiça.
Auxiliar da Lei do Carma,
Só tu, tens o direito de acompanhar pela eternidade,
Todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições,


Promanadas das ações desordenadas, ou dos atos impuros e benfazejos que praticamos.
Senhor de todos os maciços e cordilheiras,
Símbolo e sede da tua atuação planetária no físico e astral.
Soberano Senhor do Equilíbrio, da equidade,
Velai pela inteireza do nosso caráter.
Ajude-nos com sua prudência.
Defenda-nos das nossas perversões,
Ingratidões, antipatias, falsidades,
Incontenção da palavra e julgamento indevido dos atos
Dos nossos irmãos em humanidade.
Só Tu és o grande Julgador.
Kaô Cabecilê Xangô!


.Kaô meu Pai, Kaô
O Senhor que é o Rei da Justiça,
faça valer por intermédio de seus doze ministros,
a vontade Divina,
purifique minha alma na cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo,
para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro,
para combater a injustiça e a cobiça.
Minha devoção ofereço.
Que seja feita a justiça para todo o sempre
É meu Pai e meu defensor,
conceda-me a graça de receber sua luz
e de receber sua proteção.
Kaô meu Pai Xangô, Kaô!


Oração dos doze Ministros de Xangô

Salve São Jerônimo,São João e São José!
Saravá, oh poderoso Pai Xangô!
Saravá os Doze ministros de Xangô!
Saravá meu pai Xangô e seus doze ministros da sua corte ,
grande Orixá,rei da justiça.
Senhor do trovão raiado olhai por mim no poder desta reza. Xângô poderoso,pai bondoso,mas justiceiro,
peço aos teus Doze Ministros por mim,
para que me absolva no seu grande tribunal do céu e da terra.
Doze pedras sustentam tua coroa no mais altodos penhascos,
que pai Zambi te deu.Olhai por mim,meu pai.
Tu és um Deus,um orixá que reina no céu e na terra como:
Senhor Kaô
senhor Bá
Senhor Doju
Senhor Alafim
Senhor Agodô
Senhor Ajacá
Senhor Afunjá
Senhor Abomi
Senhor Sambará
Senhor Aganju
Senhor Airá
Senhor Baru
Estas são tuas faces,
que olham os teus filhos nesta terra de dor e de aflição.
Olha por mim meu pai,
e seus Doze Ministros sempre a meu lado e a meu favor.
Doze Ministros,Doze coroas,
Doze meses do ano eu vencerei e vencerá quem estiver ao meu lado,
pois assim,o meu pai,o senhor Xangô ,quer.
Ao 1º Ministro Abiódún
Eu peço pela minha saúde
Ao 2º Ministro Onikôvi
Eu peço vitória em tudo que eu queira e mereça.
Ao 3º Ministro Onanxókún
Eu peço perdão pelas minhas faltas
Ao 4º Ministro Obá Telá
Eu peço Amor, e que ele nunca me falte,que eu possa também dar a quem não tem.
Ao 5º Ministro Olugban
Eu peço justiça e que ela seja feita conforme sua vontade
Ao 6º Ministro Aresá
Eu peço coragem na luta , e nunca fugir dela.
Ao 7º Ministro Arê Otún
Eu peço sabedoria nas decisões.;
Ao 8º Ministro Otun-Onikôi
Eu peço autoridade para mandar pra longe de mim os inimigos.
Ao 9 Ministro Otun-Onanxókún
Eu peço fartura na minha vida e na minha casa.
Ao 10º Ministro Nfó
Eu peço verdade a qualquer custo.
Ao 11º Ministro Ossi-Onikôyi
Eu peço união com os meus e a todos que estejam do meu lado.
Ao 12º Ministro Fkô-Kabá
Eu peço a Misericórdia de Xangô,
pois essa é a reza de invocação aos doze ministros .
E com esta reza eu estarei protegido,estarei guardado pelo poder,
pela Luz e pela Glória do senhor da Justiça.
Kaô Cabecile!Meu Pai Xangô.
Que assim seja!
E para sempre seja louvado!

A HISTÓRIA DO SANTO GUERREIRO - SÃO SEBASTIÃO

 

 A HISTÓRIA DO SANTO GUERREIRO - SÃO SEBASTIÃO


São Sebastião nasceu em Petrória, na Itália, de acordo com Santo Ambrósio, por volta do século III. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.
Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele.
 
Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. O imperador se queixou de que tinha confiado nele, esperava dele uma brilhante carreira e ele o havia traído.
Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito à apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. No entanto, uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou.
 
Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288. 

 
No Brasil 
São Sebastião é a cidade mais antiga do Litoral Norte. Antes da colonização portuguesa, a região de São Sebastião era ocupada por índios Tupinambás ao norte e Tupiniquins ao sul, sendo a Serra de Boiçucanga - 30 km ao sul de São Sebastião - uma divisa natural das terras das tribos. O município recebeu este nome em homenagem ao santo do dia em que passou, ao largo da Ilha de São Sebastião - hoje Ilhabela -, a expedição de Américo Vespúcio: 20 de janeiro de 1502.
 
É um santo muito popular, padroeiro de muitos municípios brasileiros, em particular padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas. 
 

Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia do santo, celebrado em 20 de janeiro. São Sebastião é o protetor da Humanidade contra a fome, a peste e a guerra.

ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO AOS PRETO VELHOS

 

ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO AOS PRETO VELHOS

Grande é vossa luz,
Meu Preto velho.
Que transformar com seu olhar sereno,
A profundeza de sua sabedoria.
Que nos dar conforto, segurança, paz,
Para seguimos sempre os nossos caminhos.
Onde estamos sempre pagando,
Aquilo que cometemos em tempo longíguos.
Com sua sabedoria, nos aliviar nas nossas provações,
Guiando-nos pelos caminhos justos,
Para fugimos da ira da injustiça.
Mostrando-nos o reino de Deus,
Com sua luz irradiada do criador.
Estende tua mão aos necessitados,
Nunca abandona os seus filhos,
Não guardar rancor, e sempre está com sua mão estendida,
Para ajudar aqueles que lhe procuram.
Grande é a sua luz, meu Preto Velho!
Eu te saúdo com uma imensa alegria,
Pela sua presença, nos mostrando o seu amor.
SALVE A TODOS OS PRETOS VELHOS!
Que Oxalá nos ilumine sempre,
Para que possamos ter sempre a gratidão de agradecer,
Pela grande força que nos dar, com sua presença sempre
Carinhosa.
SALVE A TODOS OS PRETOS VELHOS!
Felizes são aqueles que andam conforme a lei,
Felizes são aqueles que agradecerem com todo o seu coração,
E que andar sempre nos passos de um Preto Velho.
Nas suas lágrimas nos mostraste,
Que todos os nossos caminhos,
Será sempre regido pela caridade, 
E pelo amor.
SALVE OS PRETOS VELHOS!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Um pouco sobre o livro Tengu-geijutsu-ron

 

Um pouco sobre o livro Tengu-geijutsu-ron


O que confere tanto valor à leitura da tradução do Tengu-geijutsu-ron em sua íntegra, é a enorme quantidade de pensamentos e teses das mais variadas procedências, e  a riqueza de imagens e comparações que configuram, talvez melhor do que muitas palavras, o conteúdo de um conceito, a força e a absoluta sinceridade humana com que o autor defende a sua convicção - pois ele considera verdadeiramente o Caminho que propaga como o único caminho real, em cuja trilha não só o artista da espada, mas também o homem, pode fazer jus à sua determinação. Se no decorrer desse Caminho, por vezes ele se torna intolerante, podemos atribuir isso às suas boas intenções, e não às más.

Porém, o mérito do Tengu-geijutsu-ron também consiste em erradicar da arte das espadas a reputação de atividade voltada apenas para a morte - que lhe foi conferida por muitos contemporâneos de Shissai - e incorporá-la ao sistema confucionista, que encara o mundo, a vida e o homem de modo positivo. Se, no decorrer desse processo, Shissai remonta a pensamentos e a representações budistas, ele só é pessoalmente culpado destas circunstâncias confusas em segunda instância. O principal responsável por esse estado de coisas é o sistema neoconfucionista, que encerra em seu interior várias influências budistas e com o qual Shissai se identifica. Outro mérito do Tengugeijutsu-ron é sua incessante insistência na aceitação universal das leis da arte das espadas em todos os setores da vida humana, e também numa postura sensata e sincera em relação a todas as tentativas de mistificação.

A forma de emoldurar os contos em que os pontos de vista de Shissai são transferidos para a boca dos Tengu é um mero artifício literário e talvez não facilite essas tentativas de mistificação, mesmo se através dessa forma e por intermédio da escolha do título, Shissai quisesse apelar para um tipo de leitor que ele pretendesse converter.
Porém, de modo algum se poderá negar ao Tengu-geijutsu-ron o caráter de uma obra instrutiva e proselitista.
Para orientar a tradução do Tengu-geijutsu-ron, reproduzimos a seguir, em síntese, as mais importantes teses de Shissai:

1 ) A perfeição na arte das espadas consiste em dois componentes: a segurança técnica e o entendimento espiritual. Ambos devem formar uma unidade, e são inalienavelmente interdependentes.

2) A compreensão espiritual se manifesto na "naturalidade do coração". Quem pratica a arte das espadas deve corresponder, espontaneamente, à eventual situação, sem se irritar de modo algum por qualquer sentimento ou intenção. A reação deve seguir-se de imediato, como o espelho reflete uma imagem. E não deve apegar-se à situação.

3) Essa absoluta franqueza diante da situação só é alcançável quando os componentes individuais da constituição psicofísica (Princípio, fluido e coração) têm condições de se desenvolverem sem restrições. Pode-se exercer influência sobre esse processo por intermédio da prática.

4) Contudo, a perfeita arte das espadas, alcançada através da segurança técnica e da plenitude espiritual no sentido mencionado, não é um valor em si. É preciso que seja praticada em uníssono com as principais éticas básicas da humanidade, da moral e da lealdade. Só tem valor na medida em que é proveitosa para a sociedade e para o Estado. Por negar esses valores, o budista não pode ser um verdadeiro mestre da arte da espada. O domínio dessa arte está restrito a quem segue a trilha de Confúcio e, portanto, o caminho do Universo.

Shissai Chozan é severo em suas exigências. Ele leva o homem muito a sério, assim como as reivindicações do meio ambiente no que lhe diz respeito. E não é de seu feitio lidar de modo irresponsável com uma arte na qual a vida e a morte de um homem podem estar implicadas. Desse modo, sua obra também é um documento que pertence à humanidade, apesar de seu tema bélico e de seus ataques contra o Budismo. Dentro de seus limites, ele preencheu as exigências de Confúcio quando este se dirigiu a Tzu-hsia:

"Que sejas nobre em tua sabedoria, e não sábio em tua maldade!"

domingo, 19 de janeiro de 2025

Onna-bugeisha, Mulheres guerreiras do Japão

 

Onna-bugeisha, Mulheres guerreiras do Japão



Um onna-bugeisha  era um tipo de mulher guerreira que pertence à japonesa classe alta . Muitas esposas, viúvas, filhas, e os rebeldes responderam ao chamado do dever de se envolver em uma batalha, geralmente ao lado de homens de samurai. Eles eram membros da classe bushi (guerreiro) no Japão feudal e foram treinados no uso de armas para proteger sua casa, família e honra em tempos de guerra. Eles também representaram uma divergência com o papel de "dona de casa" tradicional da mulher japonesa. Eles são muitas vezes erroneamente referidos como samurai do sexo feminino, embora esta seja uma simplificação exagerada. Onna bugeisha eram pessoas muito importantes no Japão antigo. Ícones importantes como Imperatriz Jingu , Gozen Tomoe , Takeko Nakano , e Masako Hōjō estavam todos bugeisha onna que veio a ter um impacto significativo sobre o Japão.


História Antiga


Muito antes do surgimento do famoso samurai de classe, lutadores japoneses foram altamente treinados para empunhar uma espada e lança. As mulheres aprenderam a utilizar naginata , kaiken , e da arte de tantojutsu na batalha. Essa formação assegurada a proteção em comunidades que não tinham lutadores masculinos. Uma tal mulher, mais tarde conhecida como Imperatriz Jingu (c. 169-269 dC), utilizado suas habilidades para inspirar a mudança econômica e social. Ela foi reconhecida como a lendária bugeisha onna que liderou a invasão da Coréia, em 200 dC, depois de seu marido Imperador Chuai , o imperador catorze do Japão, foi morto em batalha. De acordo com a lenda, ela milagrosamente levou uma conquista japonesa da Coreia sem derramar uma gota de sangue. Apesar das controvérsias que cercam sua existência e suas realizações, ela era um exemplo do bugeisha onna na sua totalidade. Anos depois de sua morte, Jingu foi capaz de transcender as estruturas sócio-econômicas que foram incutidos no Japão. Em 1881, a Imperatriz Jingū tornou-se a primeira mulher a ser destaque em uma nota japonesa. Projetado para combater a contrafacção, a sua imagem foi impressa em papel oblongo.  Além de mudanças econômicas no Japão, onna bugeisha esticada também estruturas sociais.


Durante o início Heian e Kamakura períodos, as mulheres que se destacaram no campo de batalha eram a exceção e não a regra. Ideais japoneses da feminilidade predispostos a maioria das mulheres a impotência, em conflito com um papel de guerreira.  mulheres guerreiras eram, ainda assim pioneiros neste papel, e alguns até mesmo passou a liderar seus próprios clãs.

Período Kamakura




A Guerra Genpei (1180-1185) marcou a guerra entre os Taira e Minamoto , dois muito importantes e poderosos clãs japoneses da tarde- Período Heian . Durante este tempo, o épico Heike Monogatari foi escrito e contos de samurais corajosa e dedicada foram recontados. Entre aqueles era Tomoe Gozen , esposa de Minamoto Yoshinaka do clã Minamoto. Gozen assistida seu marido em se defender contra as forças do seu primo, Minamoto no Yoritomo . Durante a Batalha de Awazu em 21 de fevereiro 1184, entrou em Gozen as forças inimigas, atirou-se sobre seu mais forte guerreiro, desmontado, imobilizado e decapitou.

No conto de Heike , Gozen foi descrito como sendo "especialmente bonita , com características de pele branca, cabelos longos, e charmoso. Era também um arqueiro notavelmente forte e, como espadas-mulher que ela era um guerreiro vale um mil, pronto para enfrentar um demônio ou um deus, montada ou a pé. Ela lidou cavalos domados com habilidade excelente;. ela cavalgava ilesa baixo descidas perigosas Sempre que uma batalha era iminente, Yoshinaka enviou-la como seu primeiro capitão, equipada com uma armadura forte, uma espada de grandes dimensões, e um poderoso arco, e ela realizou mais feitos de bravura qualquer um de seus outros guerreiros "

Embora ela não foi provado ser uma figura histórica, Gozen afetou grande parte da classe guerreira, incluindo muitas escolas Naginata tradicionais. Suas ações no campo de batalha também recebeu muita atenção nas artes peças como Tomoe não Monogatari e pinturas ukiyo diversos. Conforme o tempo passou, a influência do onna bugeisha viu sua maneira de pinturas para a política.
Após a Heike foram frustradas para as províncias ocidentais do Japão, o shogunato Kamakura (1185-1333) foi estabelecida logo sob o domínio de Minamoto no Yoritomo. Depois que ele passou, sua esposa, Hōjō Masako , foi o bugeisha onna primeira a se tornar um jogador de destaque da política - nos primeiros anos da regência Hojo. Masako tornou-se um budista freira, um destino tradicional das viúvas samurai, tornando-se conhecido como "O General em Hábito Freira". Ela intimidado a classe samurai em apoiar seu filho, Minamoto no Yoriie , como o primeiro Hōjō Shikken (regente) em Kamakura.
Através dos esforços coletivos de Masako e uma fantoches alguns políticos, as leis que regem corte do shogun no início do século 13 permitiu que as mulheres direitos iguais de herança com parentes fraterna. Mesmo que o papel fundamental das mulheres no Japão antigo continuou a ser o apoio à sua família e seus maridos, eles adquiriram um status mais elevado na casa. Essas leis também permitiu que as mulheres japonesas para controlar as finanças, propriedade legar, a manutenção da casa, servidores gerenciados, e para criar seus filhos com boa educação samurai, Fiel,. Mais importante, as mulheres japonesas também eram esperados para defender suas casas em tempos de guerra.

Período Edo e além


Por causa da influência do neo-confucionismo filosofia e mercado de casamento estabelecida do Período Edo (1600-1868), o estado da onna-bugeisha diminuiu significativamente. A função de Onna-bugeisha mudou, além de seus maridos. Samurai não estavam mais preocupados com as batalhas e guerras, eram burocratas . As mulheres, especialmente as filhas de famílias de classe mais altas, foram logo para peões sonhos de sucesso e poder. Os ideais que ruge de devoção destemido e abnegação foram gradualmente substituídos por calma, obediência passiva civil.
Viagem durante o Período Edo era exigente e inquietante para mulher samurai  muitos por causa de fortes restrições. Eles sempre tiveram que ser acompanhada por um homem, uma vez que eles não foram autorizados a viajar por conta própria. Além disso, eles tiveram que possuem licenças específicas, estabelecer os seus negócios e motivos. Mulheres Samurai também recebeu assédio tanto de funcionários que trabalhavam postos de inspeção.

O início do século 17 marcou uma transformação significativa da aceitação social das mulheres no Japão. Samurai muitos viram as mulheres como meros portadores criança, o conceito de uma mulher ser um companheiro adequado para a guerra já não era concebível. O relacionamento entre marido e mulher podem ser correlacionados com a de um senhor e seu vassalo. "Maridos e esposas nem sequer costumam dormir juntos. Iria visitar o marido de sua esposa para iniciar qualquer atividade sexual e depois se retirar para o seu quarto".  Apesar da visão social da mulher como sendo meros meios para um fim, eles ainda deve mostrar consolo para a morte quando se tratava de defender a honra do marido. Solidariedade da esposa por causa de seu marido era um tema comum e bem receptivo na cultura japonesa. Além de auto-sacrifício, a auto- renúncia foi também um imperativo da qualidade uma mulher japonesa teve que possuem até o início do século 20.

Em 1868, durante a Batalha de Aizu , uma parte da Guerra Boshin , Nakano Takeko , membro do Aizu clã, foi recrutado para se tornar líder de um corpo de mulher que lutou contra o ataque de 20.000 Exército Imperial Japonês do domínio Ogaki. Altamente qualificados no, naginata Takeko e seu corpo de cerca de 20 juntou 3.000 outro Aizu samurai em batalha. O Templo Hokai em Aizu Bangemachi, Fukishima província possui um monumento erguido em sua honra.


ORAÇÃO PODEROSA PARA RECEBER UM MILAGRE

  ORAÇÃO PODEROSA PARA RECEBER UM MILAGRE Ó DEUS MILAGROSO, QUANDO LEMBRO DOS TEUS FEITOS, NASCE UMA FÉ EM MEU INTERIOR, POIS SEI QUE ÉS UM ...